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Para sindicatos, silêncio dos bancos reforça greve

Paralisação alcança 8.328 agências, de acordo com o comando nacional da categoria
por Redação da RBA publicado , última modificação 04/10/2011 20:08
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Paralisação alcança 8.328 agências, de acordo com o comando nacional da categoria

No oitavo dia de greve, 8.328 agências de bancos públicos e privados foram fechadas em todos os estados e no Distrito Federal (Foto: Divulgação/ SEEB-Belo Horizonte)

São Paulo - Nesta terça-feira (4), oitavo dia de greve dos bancários, 8.328 agências de bancos públicos e privados foram fechadas em todos os estados e no Distrito Federal, segundo informações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Para o comando nacional dos bancários, o fato de os bancos não apresentarem nova proposta para encerrar o impasse aumenta a insatisfação da categoria e fortalece o movimento.

Em nota divulgada no início da noite desta terça, o Comando Nacional dos Bancários critica o "silêncio" das empresas e atribui a essa posição o fato de a paralisação se manter.  "A culpa da greve é dos bancos", afirma a nota. "Os bancários querem respeito, dignidade e compromisso com o Brasil e os brasileiros", completa.

Desde o dia 23 de setembro, nenhuma mesa de negociação foi realizada. A greve foi deflagrada no dia 27. "Os bancos estão agindo de forma irresponsável ao permanecerem em silêncio e ignorarem a disposição dos bancários para retomar o processo de negociações", afirma o texto.

Uma carta foi enviada à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que representa as empresas nas negociações, para que as conversas sejam retomadas. A última manifestação pública da entidade data da semana passada, na qual afirmava ter disposição ao diálogo e afirmava que havia prejuízos a correntistas em decorrência da paralisação.

A proposta mais recente dos bancos foi de reajuste de 8% para salários e outros direitos. Para os bancários, o índice representa 0,56% de aumento real (acima da inflação). A data-base da categoria é 1º de setembro. A reivindicação é de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), mais contratações, entre outros pontos.

Confira a íntegra da Nota Oficial do Comando:

Silêncio dos bancos amplia greve nacional dos bancários

Os bancos estão agindo de forma irresponsável ao permanecerem em silêncio e ignorarem a disposição dos bancários para retomar o processo de negociações.  Essa postura das instituições financeiras irá ampliar ainda mais a greve nacional da categoria, que completa nesta terça-feira (4) oito dias de paralisações em bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal.

Desde segunda-feira (3), o Comando Nacional dos Bancários esteve reunido em São Paulo avaliando a paralisação, o que foi amplamente divulgado pela imprensa. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) também enviou uma carta à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), comunicando que os integrantes do Comando Nacional estavam de plantão, na capital paulista, aguardando a retomada das negociações.

No documento, foi cobrado o compromisso público assumido pela Fenaban em pronunciamento divulgado na última quinta-feira, dia 29 de setembro, onde promete “disposição em dar continuidade às negociações com as representações dos bancários”. Entretanto, nenhuma negociação foi marcada até agora, contradizendo o discurso dos bancos para os bancários, os clientes e a sociedade brasileira.

A intransigência dos bancos aumenta ainda mais a insatisfação da categoria e incentiva o crescimento da greve em todo Brasil. Os bancários rejeitaram o reajuste de 8%, que representa apenas 0,56% de aumento real, e reivindicam 12,8% (5% de aumento real mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, fim da rotatividade, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento aos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

As reivindicações são justas, principalmente em face dos lucros estrondosos dos bancos nos últimos anos. Somente nos primeiros seis meses de 2011, as maiores instituições acumularam R$ 27,4 bilhões. É um dos setores mais rentáveis de economia e tem a obrigação de valorizar seus funcionários, gerar empregos, distribuir renda e contribuir para o desenvolvimento do país.

Os bancários reiteram que permanecem abertos ao diálogo e manifestam a disposição para a retomada imediata das negociações com a apresentação pelos bancos de uma proposta decente que venha a atender as reivindicações da categoria.

A culpa da greve é dos bancos. Os bancários querem respeito, dignidade e compromisso com o Brasil e os brasileiros.

São Paulo, 4 de outubro de 2011.

Comando Nacional dos Bancários

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