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Presidente do sindicato dos Gráficos de São Paulo acusa Força de invadir sede

Após filiação à CUT, sindicalista afirma que vai "reverter situação" com apoio de trabalhadores da base. Assembleia no domingo ratificou decisão de mudar de central
por Redação da RBA publicado 29/08/2011 16:25, última modificação 29/08/2011 17:14
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Após filiação à CUT, sindicalista afirma que vai "reverter situação" com apoio de trabalhadores da base. Assembleia no domingo ratificou decisão de mudar de central

São Paulo - O Sindicato dos Gráficos de São Paulo foi ocupado na manhã desta segunda-feira (29) por um grupo contrário à desfiliação do sindicato da Força Sindical. Em assembleia, a decisão de aderir à Central Única dos Trabalhadores foi ratificada, segundo o presidente da entidade, Márcio Vasconcelos. Ele acusa um funcionário da Força de estar controlando a sede do sindicato e afirma temer o uso de truculência.

No início do mês, Vasconcelos comandou uma sequência de discussões para formalizar o rompimento com a Força Sindical e a filiação à CUT. Seu grupo afirma que houve tentativas, por parte de pessoas ligadas ao deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), presidente da Força, para impedir a realização de assembleias e tentar reverter o cenário.

Desde a semana passada, representantes da Força argumentam que Vasconcelos teria sido destituído do cargo em reunião da executiva do sindicato. Eles afirmam que teria havido abuso de poder e até acusam o presidente de atentar contra o patrimônio da organização. Vasconcelos considera que as acusações são "maluquices ou blefes", além de afirmar que a suposta reunião teria ocorrido dentro do próprio prédio da Força Sindical, com diretores coagidos. Uma bomba caseira explodiu no local na quinta-feira (25), sem deixar feridos.

"Agora, a Força circula com uma ata falsa de uma suposta reunião da executiva, com acusações falsas contra mim", disse. Ele afirma que os funcionários estariam sendo mantidos em cárcere privado ou coagidos. "Tenho pena de quem está lá dentro (do sindicato)", lamentou.

Vasconcelos garante que irá retornar à sede do sindicato com um grupo de trabalhadores para tentar retomar o controle do prédio. Ele afirma que a decisão deve-se à morosidade da Polícia Militar e da Justiça. Ele vê uma "máfia" agindo para impedir sua gestão.

Em assembleia realizada na manhã do domingo (28), os gráficos de São Paulo ratificaram por aclamação a decisão da diretoria executiva da entidade de filiação à CUT. "(A assembleia) foi linda, diversas lideranças do setor definiram a pauta de campanha salarial", disse o dirigente.

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