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No Rio, metalúrgicos aprovam pauta e iniciam campanha salarial

Campanha deste ano pede aumento real e investe nas cláusulas econômicas
por Redação da RBA publicado 25/07/2011 11h18, última modificação 25/07/2011 12h09
Campanha deste ano pede aumento real e investe nas cláusulas econômicas

São Paulo – Os metalúrgicos do Rio de Janeiro aprovaram a pauta de reivindicações da campanha salarial deste ano em assembleia realizada na última quinta-feira (21). O índice de aumento salarial de 13% foi calculado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro (Sindmetal) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), e representa aumento real com base no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Os demais itens econômicos da pauta aprovada por unanimidade foram o piso salarial para trabalhadores ajudantes no valor de R$ 1.100 (R$ 5 por hora); piso de trabalhadores profissionais no valor de R$ 1.900 (R$ 8,63 por hora); hora extra de 85% sobre o valor da hora normal em dias úteis, 100% aos sábados e 120% aos domingos ou feriados; adicional de insalubridade independente do valor da empresa; vale-transporte sem desconto; programa de participação de lucros ou resultados (PLR); e auxílio-creche de R$ 150 para cada filho.

Para o presidente do Sindmetal, Alex Santos, a campanha será difícil e com possibilidades de paralisação. "Será necessária uma intervenção ainda mais acirrada, com muitas paralisações e fazendo com que cada trabalhador entenda seu papel na construção de um bom acordo. É preciso conversar nas fábricas com os trabalhadores e contar com o espírito que tem norteado as últimas campanhas, que é a nossa unidade”, destacou. A data-base da categoria é 1º de setembro.

Maurício Ramos, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e diretor do Sindmetal, reiterou que a união dos trabalhadores é "essencial" para a conquista dos itens. "(Isso) fortalece as ações nas bases para conquistar melhores salários e condições de vida”, disse. Ele também criticou o recente aumento de juros do Comitê de Política Monetária (Copom), de 12,50%. Para ele, o aumento prejudica a produção e afeta a criação de empregos.