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Para centrais, não corrigir tabela de Imposto de Renda é 'apropriação indébita'

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi enfático ao negar possibilidade de reajuste
por leticiacruz publicado , última modificação 28/01/2011 00h47
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi enfático ao negar possibilidade de reajuste

São Paulo – A CUT criticou a declaração feita nesta quinta-feira (27) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que descartou estudos para correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física. Para o presidente nacional da central, Artur Henrique, a não correção da tabela demonstra desinteresse do governo à uma questão importante para os trabalhadores.

"Se o governo federal não corrigir a tabela do Imposto de Renda, isso vai equivaler a apropriação indébita, pela Receita Federal, dos recursos dos trabalhadores. Ainda que isso seja insuficiente para corrigir a imensa injustiça da estrutura tributária brasileira, pela qual quem ganha menos paga mais, e justamente por isso a correção da tabela é absolutamente indispensável", disse Artur, por meio de nota.

Para o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, Mantega está alheio às negociações entre governo e as centrais sindicais.

“O Guido Mantega não participou da reunião e está fazendo comentários diferentes do resto do governo. Ele está colocando uma situação extemporânea e ultrapassada. Ontem, ficou claro que vamos conseguir a correção. O governo já sinalizou isso. O que vamos negociar agora é o salário mínimo. Vamos continuar insistindo, mas se não tiver sucesso vamos para o legislativo”, afirmou Patah

A negativa de Mantega vem um dia após a primeira reunião das seis centrais sindicais com o governo para negociação do reajuste do salário mínimo para R$ 580 e correção de 6,76% da tabela do Imposto de Renda. Mesmo sem avanços no debate, na ocasião havia sinalização da possibilidade de assegurar a alteração em 4,5%.

Com informações da Agência Brasil

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