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Professores e servidores da UnB fazem manifestação no CCBB e pedem audiência com Lula

por Yara Aquino publicado , última modificação 25/03/2010 14h22

Brasília - Professores e servidores da Universidade de Brasília (UnB) que estão em greve desde o dia 9 de março fizeram nesta quinta-feira (25) uma manifestação na entrada do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede provisória da Presidência da República. Por mais de uma vez houve início de tumulto entre os manifestantes que tentaram forçar a entrada e policiais.

Durante parte da manhã, os manifestantes, cerca de 250 na estimativa da Polícia Militar, bloquearam a entrada do CCBB. Eles reivindicavam uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que passa todo o dia de quinta (25) em São Paulo. Os professores e servidores foram recebidos por assessores da presidência e protocolaram um pedido de audiência.

Os professores protestam para assegurar o pagamento da Unidade de Referência de Preços (URP), cujo corte foi determinado pelo Ministério do Planejamento no ano passado, que representa cerca de 26,05% dos salários de professores e técnicos. Cerca de 6 mil servidores recebem hoje a URP, de acordo com dados da UnB
O presidente da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB), Flávio Botelho, disse que a decisão de pedir a audiência com o presidente Lula só ocorreu após tentativa frustrada de formar uma mesa de negociação com o Ministério do Planejamento.

“Temos contato com o Ministério do Planejamento, mas até o momento esperamos que ele anunciasse uma mesa de negociação entre os trabalhadores administrativos, os estudantes, e os professores na luta pela autonomia”, disse.

Botelho explicou que a decisão sobre o pagamento da URP aguarda determinação judicial. No entendimento dos professores, enquanto não houver essa decisão, o pagamento deve ser mantido.

No início da tarde, após negociações, os professores concordaram em desmobilizar a manifestação. Os docentes seguiram para a Rodoviária do Plano Piloto, onde iriam distribuir bananas - uma crítica ao que eles consideram banalização do ensino.

Fonte: Agência Brasil