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Trama vai lançar Cartilha de Prevenção ao Tráfico de Jogadores de Futebol

por Tatiana Félix publicado , última modificação 16/12/2009 18h29

A partir da observação sobre algumas propostas enganosas que muitos rapazes recebem para realizar o sonho de ser jogador de futebol, o Consórcio Projeto Trama, está elaborando, em parceria com a Associação dos Conselhos Tutelares do Estado do Rio de Janeiro (Acterj), uma Cartilha de Prevenção ao Tráfico de Jogadores de Futebol.

A cartilha tem o sentido de prevenir os candidatos e treinadores para estes casos. Para elaborar o material foi feito um estudo com diversos profissionais da área de Direito, Conselhos Tutelares, além de consultas à Lei Pelé, Normas Internacionais de Transferência de Jogadores, e entrevistas com jogadores que já tiveram experiência no exterior.

Segundo o assessor de Comunicação do Trama, Thiago Ansel, essa é a única modalidade do tráfico que é legalizada, já que aparentemente segue todos os trâmites legais.

"O tráfico não é só a pessoa ficar presa, como é mostrado nos filmes. Tráfico tem a ver com transporte, engano, realidade diferente da proposta, más condições de alojamento etc", explica.

O manual mostra a história de dois amigos que alimentam o sonho de jogar futebol no exterior. Com o desenrolar da história são forneidas dicas de prevenção e medidas de segurança quanto aos documentos.

O lançamento da Cartilha deve acontecer em janeiro do próximo ano, no Rio de Janeiro. Segundo Thiago, a ideia é lançar o material no Rio e, dependendo da repercussão e da demanda, expandir a informação para outras cidades.A expectativa, segundo ele, é poder falar de direitos humanos, respeitar a liberdade e os sonhos das pessoas, mas alertar para os perigos existentes. "É importante fazer tudo com segurança", declara.

Tráfico de Jogadores de Futebol

A CPI da Nike, investigada entre os anos 2000 e 2001, tinha o objetivo de apurar o contrato entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Nike. Mas, a investigação acabou ampliando para a questão dos passaportes falsos, usados por clubes europeus para levar jogadores brasileiros.

Na ocasião também foi investigado o tráfico de menores brasileiros, com idades que variavam de 8 a 15 anos. Com idade adulterada, esses jogadores eram chamados de ‘gatos’. Quando não obtinham sucesso no clube, eles eram abandonados e passavam dificuldades, na maioria das vezes.

De acordo com noticiários da época, a capital do Maranhão, São Luís, foi uma das grandes exportadoras de atletas. A CPI apurou que mais de 500 profissionais estavam jogando em países da Europa, Oriente Médio, Estados Unidos e Japão.

Fonte: Adital