Você está aqui: Página Inicial / Trabalho / 2009 / 11 / Magistério de RS diz que novo pacote de Yeda vai acabar com plano de carreira

Magistério de RS diz que novo pacote de Yeda vai acabar com plano de carreira

Para sindicato, proposta tem como finalidade desmontar as carreiras da categoria
por Bianca Costa publicado , última modificação 18/11/2009 11h49
Para sindicato, proposta tem como finalidade desmontar as carreiras da categoria

Porto Alegre – Na terça-feira (17), o Sindicato dos Professores Estaduais (CPERS) se pronunciou sobre as mudanças apresentadas pelo governo ao pacote de medidas para a valorização dos trabalhadores em educação. Conforme o Cpers, os projetos não concedem qualquer reajuste salarial e têm como única finalidade desmontar as carreiras da categoria.

O sindicato afirma ainda que o governo quer implantar a meritocracia, o que vai gerar queda na qualidade do ensino. Além disso, eles afirmam que a proposta exclui os funcionários de escola, os professores com curso superior e congela o salário dos aposentados, rompendo com a paridade salarial entre ativos e inativos.

Conforme a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, a governadora propõe um teto salarial e não um piso. Ela explica que o Plano de Carreira da categoria prevê um salário base e sobre este valor, incidem todas as vantagens, como progressão de carreira e avanços por tempo de serviço. Rejane diz que o atual projeto de Yeda institui um completivo que determina um salário de R$ 1.500 para 40 horas semanais e R$ 750 para 20. Entretanto, sobre estes valores não incidem as vantagens.

“A proposta do governo é de um completivo de R$1.500, mas esse completivo é um somatório de tudo que nós ganhamos no contra-cheque. Este completivo ele estabelece um valor de R$ 750 para 20 horas e R$ 1.500 para 40 horas e ele significa o congelamento do nosso salário, pois sobre eles não incidem as nossas vantagens. Pelo contrário, para chegar a este valor ele soma todas as nossas vantagens”, explica.

Na próxima sexta-feira (20) a categoria vai realizar uma Assembléia Geral para discutir a proposta.

Fonte: Agência Chasque