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Emprego tem outubro recorde, Lupi vê 2 milhões de vagas em 2010

por Isabel Versiani publicado , última modificação 16/11/2009 13h10 © Thomson Reuters 2009. All rights reserved

O ministro Carlos Lupi em entrevista coletiva divulga os dados de Outubro do Caged (Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr)

Brasília - O ritmo de criação de empregos formais no Brasil deve dobrar em 2010, acompanhando a recuperação da atividade econômica, previu o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, nesta segunda-feira (16), ao divulgar um resultado recorde para outubro.

Ele estima que em 2009 sejam geradas entre 1 milhão a 1,1 milhão de vagas líquidas com carteira assinada, número que deve subir para 2 milhões em 2010.

"A indústria vai crescer muito no próximo ano, mas (o setor de) serviços será o maior puxador de contratações, como tradicionalmente ocorre", afirmou Lupi a jornalistas.

Suas projeções para o emprego levam em conta um prognóstico de crescimento do Produto Interno Bruto de 7% a 8% em 2010, após uma alta de 2% este ano. O cenário é bem mais otimista que o desenhado pelo mercado, que aposta em crescimento de 0,21% do PIB em 2009 e de 5% em 2010, segundo o último relatório Focus do Banco Central.

Em outubro, a criação de empregos formais foi recorde para o mês, com 230.956 novos postos de trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pela manhã.

O emprego foi puxado pela indústria no mês passado, com alta de 1%, o equivalente a 74.552 contratações líquidas. "A indústria segurou suas contratações (ao longo do ano), teve demissões precipitadas e agora está tendo que contratar mais", afirmou Lupi.

De janeiro a outubro, foram criados 1.163.607 empregos formais, o número mais baixo para o período desde 2003 (910.547). O dado acumulado foi afetado pelo baixo desempenho do primeiro semestre, quando o comportamento do mercado de trabalho refletiu os efeitos da crise global.

Para novembro, o ministro estima saldo positivo de 150 mil empregos com carteira assinada, um recorde para esse mês, enquanto dezembro deve mostrar demissões no resultado líquido por fatores sazonais.

Fonte: Reuters

 

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