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Caixa ajuíza dissídio e bancários mantêm greve

por Redação publicado , última modificação 16/10/2009 12h49

Paralisação chega ao 23º dia (Foto: Seeb-SP/Divulgação)

A Caixa Econômica Federal ajuizou dissídio coletivo na noite de quinta-feira (15) junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). Na mesma data, a maioria das assembleias de bancários em todo o país decidiu manter a greve no banco público.

No 23º dia de paralisação nos 26 estados e no Distrito Federal, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) repudia o ajuizamento do dissídio.

Os advogados da entidade vão ao TST para buscar informações sobre o conteúdo do pedido de ajuizamento feito pela Caixa. No mesmo dia, as comissões reúnem-se para discutir a questão. A orientação é pela continuidade e fortalecimento do movimento em todo o país para pressionar a Caixa a retomar as negociações e apresentar uma proposta que atenda às expectativas dos trabalhadores.

"A medida demonstra o desespero da direção da Caixa que, além de não apresentar uma proposta que atenda às reivindicações de uma PLR mais justa, isonomia de direitos, melhores condições de trabalho e mais contratações, busca a Justiça como forma de tentar resolver a campanha salarial 2009", avalia Jair Ferreira, coordenador da CEE/Caixa.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luís Cláudio Marcolino, a direção da Caixa se desesperou ao perceber que a proposta apresentada foi insuficiente. “A Caixa preferiu a truculência a valorizar seus empregados e reconhecer o esforço desses trabalhadores que exercem uma função social fundamental. Busca o Judiciário desrespeitando esse direito de manifestação dos empregados", afirmou.

Para o sindicalista, ao apelar ao Judiciário, a Caixa vai na contramão da relação entre o movimento sindical bancário e os bancos, que têm por tradição definir as campanhas salariais por meio de negociação. "A Caixa sofre de um problema de condução que tem inviabilizado as decisões de forma mais tranqüila, como os trabalhadores gostariam que fosse”, completa Marcolino.