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Bancários do BB aprovam proposta que garante 10 mil novas contratações

Trabalhadores do BB e Nossa Caixa retornam às atividades. Caixa continua em greve
por Redação da RBA publicado , última modificação 08/10/2009 19h30
Trabalhadores do BB e Nossa Caixa retornam às atividades. Caixa continua em greve

Banco do Brasil fechou acordo de reajuste do valor do Plano de Cargos e Salários (PCS) e contratação de 10 mil bancários até 2011 (Foto: Jailton Garcia)

Após 15 dias em greve, os trabalhadores do Banco do Brasil e da Nossa Caixa decidiram retornar ao trabalho, em assembleias realizadas separadamente nesta quinta-feira (8), em São Paulo. Sem avanços nas questões específicas, apenas os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram manter os braços cruzados.

Bancários do BB e da Nossa Caixa aceitaram a proposta da federação dos bancos (Fenaban) de reajuste salarial de 6%, que representa aumento real de 1,5%; ampliação da licença maternidade para seis meses; auxílio-refeição de R$ 16,88; cesta-alimentação de R$ 289,31; 13ª cesta-alimentação de R$ 289,31 e auxílio–creche/babá de R$ 207,95; além das negociações específicas acordadas com cada um desses bancos públicos.

Bancos privados

Os bancários conquistaram PLR de 90% do salário mais R$ 1.024 com teto de R$ 6.680, mas o valor pode aumentar até que seja distribuído pelo menos 5% ou até 15% do lucro líquido, podendo chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 14.696.

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Pelo sexto ano consecutivo, os bancários conquistam aumento real de salários. "Graças à forte greve da categoria, os trabalhadores de um dos setores mais lucrativos do país, conseguiram avanços econômicos e sociais”, disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e membro do Comando Nacional dos Bancários.

Na negociação específica, o Banco do Brasil fechou acordo de reajuste do valor do Plano de Cargos e Salários (PCS) e contratação de 10 mil bancários até 2011. O banco também vai manter a mesma estrutura de distribuição semestral da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos anos anteriores: um percentual do salário (45%)  mais um valor fixo (R$ 512), acrescidos do pagamento linear de 4% do lucro líquido.

As novas contratações vão ampliar o quadro de funcionários do BB em cerca de 10%. “A medida irá melhorar as condições de trabalho para todos. Atualmente os funcionários estão sobrecarregados e a medida é extremamente necessária”, afirma Marcolino.

Os bancários da Nossa Caixa terão distribuição linear de R$ 60 milhões bruto.

De acordo com o Sindicato, os trabalhadores cruzaram os braços por 15 dias devido a propostas "rebaixadas" apresentadas pela Fenaban durante o processo de negociação, como no dia 17 de setembro quando os banqueiros deixaram claro que não pretendiam pagar aumento real nos salários e sugeriram um modelo de PLR que reduzia drasticamente a parcela dos trabalhadores.

“A greve que tomou os bancos públicos e privados forçou os bancos a mudar a proposta. Foram obrigados a pagar o aumento real e mudar o formato da PLR, graças à garra dos trabalhadores”, diz o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.

Conquistas

“Temos a melhor CCT do Brasil, conquistada em anos de luta que os bancários mais jovens têm ajudado a manter e a ampliar. Todos os anos os bancos vêm para a mesa de negociação visando a retirada de direitos e nós temos conseguido, com muita garra e disposição, garantir o que é nosso”, diz Marcolino.

O dirigente sindical destaca a retomada do teto de 15% na distribuição do lucro. “Os bancos queriam rebaixar esse teto para 4% e imputar aos trabalhadores enorme perda. Esqueceram que os bancários são gente de luta, que não se dobra, e foram obrigados a voltar atrás.”