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Bancários chegam nesta segunda ao 12º dia de greve

Em São Paulo, o rumo do movimento será decidido em assembleia na quadra do sindicato às 17 horas
por Redação publicado , última modificação 05/10/2009 10h35
Em São Paulo, o rumo do movimento será decidido em assembleia na quadra do sindicato às 17 horas

(Foto: Mauricio Morais/SeebSP)

Bancários de todo o Brasil completam nesta segunda-feira 12 dias de paralisação. Até sexta-feira (2), 7.053 agências foram paralisadas em todos os 26 estados e no Distrito Federal, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Em São Paulo, os rumos do movimento serão decididos em assembleia às 17h na quadra do sindicato da categoria. Além das agências do centro e da avenida Paulista, a mobilização será mais concentrada nos prédios administrativos onde estão escritórios dos presidentes dos bancos: Roberto Setubal, do Itaú Unibanco, no Centro Empresarial Itaú Conceição (Ceic), na estação Conceição do metrô; Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco, na Cidade de Deus, em Osasco; Fábio Barbosa, do Santander na matriz do banco Real (adquirido pelo banco espanhol) nas proximidades da estação Trianon, na Paulista; J. Safra no Safra da Paulista, nas proximidades da estação Consolação do Metrô. Mais de 20 mil bancários trabalham nestes locais.

Segundo o sindicato de São Paulo, Osasco e região, a manutenção da greve foi decidida pelos trabalhadores depois da falta de avanço nas rodadas de negociação realizadas entre o Comando Nacional dos Bancários e federação dos bancos (Fenaban) nos dias 1º e 2 de outubro. Os negociadores da Fenaban afirmaram que encaminharam as simulações discutidas aos respectivos bancos e que agora quem decide são os banqueiros.

“As negociações terminaram sem proposta por parte dos banqueiros. A greve só termina quando os bancários puderem deliberar sobre uma proposta que preveja aumento real de salários, participação nos lucros e resultados (PLR) maior e mais justa, proteção aos empregos, fim do assédio moral e das metas abusivas”, disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do sindicato. A greve continua e será ampliada. As negociações têm de render ganhos aos trabalhadores. O fim da greve está nas mãos dos banqueiros.”

Reivindicações

A categoria reivindica 10% de reajuste salarial (sendo 5% de aumento real), PLR composta pelo pagamento de três salários, acrescidos de valor fixo de R$ 3.850, além da inclusão na convenção coletiva de trabalho de uma cláusula de proteção ao emprego em caso de fusão. Os bancários exigem ainda o fim do assédio moral e das metas abusivas, práticas que provocam o adoecimento dos trabalhadores.
A categoria conta com 465 mil bancários no país, sendo 134 mil na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.

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