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Família de gerente do banco Itaú é mantida refém

Funcionária acionou a polícia quando chegou ao banco e os criminosos escaparam
por José Mombelli publicado 22/07/2009 10h48, última modificação 22/07/2009 10h54
Funcionária acionou a polícia quando chegou ao banco e os criminosos escaparam

Criminosos mantiveram a família de uma funcionária do banco Itaú como refém para roubar agência na cidade de Osasco, na grande São Paulo. Os criminosos chegaram à casa da vítima por volta das 7 horas da manhã dessa terça-feira (21).

Eles amarraram um cinto com uma falsa bomba na gerente e disseram que libertariam seus parentes e uma empregada depois que ela fosse até o banco onde trabalha para conseguir o resgate exigido. A gerente entrou sozinha na agência e de lá teria acionado a polícia. 

Segundo informações do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, vizinhos da bancária também estranharam a movimentação e teriam ligado para a polícia. De acordo com a PM, a família da gerente foi libertada enquanto ela ainda estava no banco, e os criminosos fugiram. Ninguém foi preso. 

A suposta bomba também foi desarmada pela polícia, que verificou que não continha explosivos, apenas simulava uma bomba, com uma pilha, um relógio, tubos de PVC e fios. 

Representantes do Sindicato dos Bancários acompanharam os acontecimentos e garantiram  a liberação dos demais funcionários, abalados emocionalmente.  

A secretária-geral do Sindicato, Juvandia Moreira exigiu da direção do Itaú Unibanco a emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e assinou uma nota oficial lamentando o ocorrido e cobrando da Federação dos bancos a adoção de medidas que garantam a segurança de trabalhadores e clientes.

"O bancário e a bancária não podem levar para casa a chave do cofre, da agência porque isso deixa ele mais vulnerável, que o banco contrate um empresa de segurança especializada e que faça essa função. Também queremos fazer uma alteração na lei 7.102 que é a lei de segurança privada para tornar obrigatória a inatalação de porta de segurança, que os bancários não possam transportar numerários. Que o projeto de lei incorpore nossas reivindicações que são importantes para os trabalhadores e os clientes", diz Juvandia.

A funcionária foi encaminhada ao Hospital Cruzeiro do Sul e, depois de ser medicada, foi liberada pelos médicos.

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