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Diminui em 9% a criação de novos postos de trabalho

Recuperação da indústria de São Paulo não acontece e há diminuição do ritmo na criação de novos empregos com carteira assinada
por José Mombelli publicado 20/07/2009 10h41, última modificação 20/07/2009 10h45
Recuperação da indústria de São Paulo não acontece e há diminuição do ritmo na criação de novos empregos com carteira assinada

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho mostra que o País criou 119 mil novos postos de trabalho no mês passado. Em relação ao mês de maio a criação de novos postos empregos diminuiu 9%.

Não aconteceu uma melhor recuperação da indústria de transformação no estado de São Paulo e, principalmente da indústria alimentícia, o que fez diminuir o ritmo de criação de novos empregos com carteira assinada no período. 

Historicamente o Estado contribuiu com quase a metade do total de empregos formais gerados no Brasil. Para efeito de comparação, segundo dados do Dieese, em janeiro de 2008, São Paulo foi responsável por 45% do total de postos de trabalho criados no País. Em junho de 2008, por 33%. Agora, em junho de 2009, essa porcentagem se limitou a 23%. 

Na opinião do presidente da CUT-São Paulo, Adi Lima dos Santos, a forma com que o governo José Serra está lidando com a crise na economia, afeta diretamente a geração de novos postos de trabalho.

"A falta de investimento e a falta de atenção que o governo do estado de São Paulo tem lidado com a crise reflete diretamente no número de empregos que estão sendo gerados no estado. Isso significa que nós precisamos intervir no modelo de desenvolvimento e mudar essa lógica de estado mínimo que o governador José Serra insiste no estado de São Paulo", diz Santos.

Minas Gerais registrou um saldo positivo de 45.596 postos de trabalho em junho deste ano. O saldo de São Paulo foi de 27.602.   

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