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Servidores municipais de Salvador podem entrar em greve na segunda

A partir desta quarta-feira, categoria realiza paralisação de 72 horas e reclama que prefeitura não quer dialogar
por João Peres, da RBA publicado , última modificação 03/06/2009 16h05
A partir desta quarta-feira, categoria realiza paralisação de 72 horas e reclama que prefeitura não quer dialogar

Os servidores municipais de Salvador durante assembléia realizada esta semana (Foto: divulgação)

A falta de negociação da administração João Henrique (PMDB) é apontada pelos servidores como o motivo para a paralisação das atividades. A pauta de reivindicações tem três pontos principais. O primeiro é a melhoria das condições de trabalho, já que muitos servidores reclamam que não contam com os equipamentos adequados e sofrem com a falta de segurança.

Além disso, a categoria quer o estabelecimento de um piso salarial e, sobre o piso, um reajuste de 50%. Outro aspecto é o acesso a plano saúde, já que atualmente os funcionários não contam com assistência paga pela prefeitura e têm que recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Gustavo Figueiredo Mercef, diretor do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), reclama que, todos os anos, a administração municipal chamava os trabalhadores para conversar. “A prefeitura, neste segundo mandato, conduz uma política mais à direita, com concentração de poder em algumas secretarias. Parece haver uma tentativa de vencer pelo cansaço, mas isso não vai ocorrer e quem perde com isso é a população”, afirma.

A pauta de reivindicações foi entregue à Secretaria de Planejamento, Tecnologia e Gestão em 6 de abril. Até agora, os servidores não foram chamados para negociar. O Sindseps afirma que, se não houver uma mudança até segunda-feira (8), a categoria entrará em greve por tempo indeterminado.

Professores também parados

Os professores da rede de ensino municipal, também reclamando de falta de diálogo, estão parados desde segunda-feira (1º). Na semana passada, os docentes fizeram uma paralisação de 72 horas e, como não houve avanço nas negociações, decidiram entrar em greve. A categoria quer aumento salarial de 9% e plano de saúde.  

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