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Nova negociação tenta saída para impasse na USP

Trabalhadores e professores querem reajuste de 16%, mas reitores afirmam que aumento superior a 6,05% compromete o orçamento das universidades estaduais
por João Peres, da RBA publicado , última modificação 29/06/2009 08h00
Trabalhadores e professores querem reajuste de 16%, mas reitores afirmam que aumento superior a 6,05% compromete o orçamento das universidades estaduais

Está marcada para a tarde desta segunda-feira (29) uma nova rodada de negociações entre os reitores das universidades estaduais paulistas e o Fórum das Seis, que representa funcionários e professores de USP, Unesp e Unicamp.
Na última reunião, no início da semana passada, não houve acordo sobre reajuste salarial.

O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) oferece 6,05% de aumento apontando que o percentual demonstra “compromisso de recomposição dos salários, ao mesmo tempo em que garante os recursos mínimos necessários para o funcionamento”.

De outro lado, funcionários e professores querem 16% de reajuste e a incorporação de R$ 200 a todos os vencimentos. Na pauta dos não-docentes está ainda a recontratação de Claudionor Brandão, demitido no ano passado.

Antes da reunião do Cruesp com o Fórum das Seis haverá o lançamento do Fórum pela Democratização das Universidades Estaduais Paulistas, movimento formado na greve atual.

É consenso entre docentes, funcionários e estudantes que as duas últimas categorias devem ter participação maior nas decisões da Universidade, além da necessidade de eleições diretas para reitor.

Professores e alunos ouvidos pela reportagem reclamam da centralização da gestão de Suely Vilela. Na semana passada, sem apresentar justificativas, a reitora cancelou a reunião do Conselho Universitário, órgão máximo da USP, que se reuniria pela primeira vez desde a repressão policial do início de junho.

Até agora, o Cruesp cedeu parcialmente na questão da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). O curso a distância em Ciências da USP, que deveria começar em setembro, ficará parado enquanto não houver uma contrapartida orçamentária por parte do governo José Serra. Mas a Secretaria de Ensino Superior informou à reportagem que o curso de Pedagogia da Unesp, também parte da Univesp, deve ter início no segundo semestre.

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