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Após pressão, reitores propõem retomada de negociações

Entidade que representa funcionários e professores das universidades estaduais paulistas afirma que só volta a conversar depois que a Polícia Militar deixar o campus da USP
por João Peres, da RBA publicado , última modificação 16/06/2009 15h37
Entidade que representa funcionários e professores das universidades estaduais paulistas afirma que só volta a conversar depois que a Polícia Militar deixar o campus da USP

Manifestação de estudantes e funcionários no dia em que houve repressão policial (Foto: Daniela Alarcon)

O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) agendou para segunda-feira (22) a retomada de negociações com o Fórum das Seis, que reúne as entidades de classe de USP, Unesp e Unicamp. Uma reunião ocorrida nesta terça (16) definiu para a próxima sexta (19) uma discussão entre as partes técnicas das duas entidades.

Em nota, o Cruesp apontou que a retomada “reafirma sua convicção de que as negociações, conduzidas em clima de tranquilidade, levarão à superação das divergências e devolverão a normalidade às instituições universitárias”.

O Fórum das Seis emitiu comunicado afirmando que mantém a posição de só conversar depois que a Polícia Militar deixar o campus. Na semana passada, uma manifestação foi reprimida dentro da Cidade Universitária, com um número incerto de feridos e três detidos. Por outro lado, a reitora da USP, Suely Vilela, destaca que os policiais só deixam a Cidade Universitária quando houver comprometimento de que piquetes não serão realizados.

Professores e funcionários reclamam que as direções de unidades "pressionam e assediam moralmente os grevistas, aviltando, assim, o direito de greve". 

A greve


Os funcionários da USP estão em greve há 40 dias por reajuste salarial de 16%, incorporação de R$ 200 a todos os salários e a readmissão de Claudionor Brandão, funcionário demitido no ano passado.
Os professores querem a reforma no estatuto da Universidade de forma a tornar maior a participação de funcionários e alunos. Os estudantes e os docentes entraram em greve depois da repressão policial. A Unicamp aderiu à paralisação.

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