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Metalúrgicos se preparam para campanha salarial 2009

Para trabalhadores, crise não justifica entraves para as negociações. Entre as reivindicações, cláusulas relacionadas aos direitos das mulheres e à segurança e saúde no trabalho
por José Mombelli, Jornal Brasil Atual publicado , última modificação 09/06/2009 10h11
Para trabalhadores, crise não justifica entraves para as negociações. Entre as reivindicações, cláusulas relacionadas aos direitos das mulheres e à segurança e saúde no trabalho

A Federação dos Metalúrgicos (FEM/CUT) faz Plenária Regional para construção da pauta da campanha salarial 2009. A terceira e última plenária aconteceu em Taubaté (SP). Participaram do encontro 90 dirigentes das regiões do ABC, Itu, Cajamar, Sorocaba, Monte Alto, Matão, Pindamonhangaba e São José dos Campos. No dia 27 de junho, as propostas serão apreciadas na Plenária Estatutária, onde serão aprovados os principais eixos da Campanha.

O presidente da FEM/CUT, Valmir Marques, destaca o envolvimento dos sindicatos no debate e a clareza de que a  crise não será aceita como justificativa para não melhorar os direitos dos trabalhadores. "As campanhas salariais dos metalúrgicos sempre são difíceis", avisa. "Esse ano tem um ingrediente mais complicado que é a questão da crise. Agora a crise, para nós, é bem claro, a parte que tínhamos de pagar, já pagamos. A partir de fevereiro, é claro o sinal de que a economia se aquece e estamos retomando os níveis de produção que tínhamos aos níveis anteriores à crise. A produção industrial está voltando a níveis de agosto e setembro de 2008."

Valmir Marques afirma que a saúde do trabalhador e questões específicas das trabalhadoras merecerão atenção especial na Plenária do dia 27. deste ano. "Temos muito mais mulheres inseridas no mercado de trabalho, temos de ter cláusulas que protejam a mulher para que ela possa trabalhar e estar tranquila no que acontece na casa dela", explica.

Outra preocupação está relacionada à segurança e à saúde no trabalho. "Hoje, os estresse do trabalho gera muitas doenças que anos atrás não discutíamos", explica. A ocorrência de depressão e síndromes provocadas pela pressão a que são submetidos os trabalhadores são exemplos.

A questão fundamental para a FEM/CUT, de redução da jornada de trabalho, sem a redução do salário também fará parte das discussões da Plenária Estatutária de São Bernardo do Campo (SP).