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Funcionários em greve planejam trancar portão da USP

Depois de 28 dias de paralisação e com apoio de professores e estudantes, os trabalhadores da universidade participam de ato na Assembleia Legislativa e pretendem fechar as entradas do campus da capital
por José Mombelle, Jornal Brasil Atual publicado , última modificação 03/06/2009 10h59
Depois de 28 dias de paralisação e com apoio de professores e estudantes, os trabalhadores da universidade participam de ato na Assembleia Legislativa e pretendem fechar as entradas do campus da capital

Funcionários da Universidade de São Paulo (USP), em greve desde 5 de maio, voltaram a fechar prédios do campus da capital, um dia após a Polícia Militar cumprir medida judicial que desbloqueou dez portarias em sete prédios. De acordo com Magno Carvalho, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), os funcionários do prédio aderiram espontaneamente à paralisação, sem a necessidade de barreira física no local.

Carvalho também informou que servidores da prefeitura da USP, do Centro de Práticas Esportivas (Cepeusp), de quatro restaurantes e do prédio da antiga reitoria voltaram a fechar essas unidades. Na terça-feira (2) de manhã, os funcionários, professores e alunos da USP fizeram um ato conjunto contra a reitoria que solicitou oficialmente a presença de tropas do batalhão de Choque da Polícia Militar no campus.

Nesta quarta-feira (3), às 14h, os trabalhadores em greve participam, juntamente com os professores da rede estadual, de audiência pública, na Assembléia Legislativa, juntamente com os professores da rede estadual.

Na madrugada desta quinta-feira (4) está programado o trancamento do portão da universidade a partir das 6h. Durante o ato, os trabalhadores explicarão à população o movimento que já completa hoje 29 dias. Os funcionários pedem reajuste de 16%. A proposta do Conselho de Reitorias é de 6,05%.