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Para comentarista da Globo, Ditadura Militar ensinou verdadeira democracia

Ao analisar os 30 anos da Novembrada, protestos em Florianópolis de 1979, Luiz Carlos Prates, da RBS de Santa Catarina, afirma que Figueiredo ensinou o caminho da "verdadeira e legítima democracia"

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 01/12/2009, 14:30

Última atualização às 14:30

Para comentarista da Globo, Ditadura Militar ensinou verdadeira democracia

Prates, comentarista do Jornal do Almoço, afirma que Novembrada foi protesto de perdedores (Foto: Reprodução)

O comentarista Luiz Carlos Prates, da retransmissora da Rede Globo de Santa Catarina, RBS, defendeu a Ditadura Militar em comentário durante o Jornal do Almoço de segunda-feira (30). Ele analisava os 30 anos da Novembrada, manifestação popular realizada em Florianópolis em 30 de novembro de 1979, diante de uma visita do então presidente João Batista Figueiredo.

Prates negou que tenha ocorrido censura e repressão no período dos militares. Criticou o regime democrático porque desde o fim da ditadura "o Brasil andou para trás" e dedicou seu comentário a Figueiredo que "nos ensinou o caminho da verdadeira luta e da verdadeira e legítima democracia".

"O Brasil nunca cresceu tanto quanto sob a chamada Ditadura Militar", começou, Prates. "Estradas rasgaram o Brasil, universidades foram multiplicadas. Ciência e tecnologia começaram para valer no país sob a tutela dos militares. João Figueiredo, o general, o duro, grosso, morreu pobre. Muito pobre. Tendo de ser ajudado por amigos", declarou.

Ele criticou os estudantes que participaram das manifestações contra a ditadura e em defesa da liberdade e da democracia. "Liberdade eu tinha como jovem, de andar pelas madrugadas de Porto Alegre, Rio, São Paulo, Belo Horizonte, como jornalista, com um radinho de pilha no ouvido. Não era molestado por quem quer que seja. Eu tinha segurança de cidadão brasileiro. Hoje, saia a noite. Não tem mais segurança", prosseguiu.

"E desde quando, ao tempo dos militares, fomos impedidos de estudar, de entrar nas livrarias e comprar um livro, de escolher onde trabalhar, de ter o direito de ir e vir. Eu não fui", orgulhou-se.

"A imoralidade tomou conta de todos nós. E se Rui Barbosa estivesse vivo, haveria de dizer que, verdadeiramente, estamos cansados, constrangidos de ter vergonha. Que Brasil é esse que melhorou?", concluiu.

Assista:

 

 

Leia a íntegra:


"A Novembrada foi uma reação de perdedores, de fracassados. O Brasil nunca cresceu tanto quanto sob a chamada Ditadura Militar. Estradas rasgaram o Brasil, universidades foram multiplicadas. Ciência e tecnologia começaram para valer no país sob a tutela dos militares. João Figueiredo, o general, o duro, grosso, morreu pobre. Muito pobre. Tendo de ser ajudado por amigos. Diferente de outros que estão e que vão sair do governo sem saber o que é miséria. Pelo menos não depois de passar pelo governo.

'Ah, lutávamos pela liberdade' (dizem os envolvidos). Liberdade eu tinha como jovem, de andar pelas madrugadas de Porto Alegre, Rio, São Paulo, Belo Horizonte, como jornalista, com um radinho de pilha no ouvido. Não era molestado por quem quer que seja. Eu tinha segurança de cidadão brasileiro. Hoje, saia a noite. Não tem mais segurança. Que tipo de progresso veio com a chamada democracia.

E desde quando, ao tempo dos militares, nós fomos impedidos de estudar, de entrar nas livrarias e comprar um livro, de escolher onde trabalhar, de ter o direito de ir e vir. Eu não fui e era jornalista e trabalhava na linha de frente dos veículos em Porto Alegre. Quer dizer, de lá para cá, o Brasil andou para trás. A imoralidade tomou conta de todos nós. E se Rui Barbosa estivesse vivo, haveria de dizer que, verdadeiramente, estamos cansados, constrangidos de ter vergonha. Que Brasil é esse que melhorou? General Figueiredo, que Deus o tenha, a ti, que morreste pobre, e nos ensinou o caminho da verdadeira luta e da verdadeira e legítima democracia.
Ações do documento
Comentários

Cada um tem o que merece

Paz e bem!

Cada um tem
o Paulo Francis
que merece.
Postado por Eugenio, OFS em 09:41

Intervalo

Tive que fazer um intervalo ao ouvir o Sr. Prates, para vomitar tamanho foi o nojo dessa figura doentia.
Postado por Paulo em 09:42

Democracia na ditadura militar???

O Sr. Prates deve ter uma definição bem inusitada de "democracia".

Como alguém pode chamar a ditadura no Brasil, a mais sanguinária da América Latina, de "democrática"? Como ele pode associar sua "tranquilidade de andar nas ruas naquela época" com a administração deste regime vergonhoso? O Sr. Prates está colocando em associação coisas que não têm nada a ver uma com a outra.

Na lógica do Sr. Prates, a gente pode chegar a conclusões assim:

Na época da ditadura, o rio Tietê não era fedorento.
Na democracia, o rio Tietê fede.
Logo, a ditadura foi melhor que a democracia.

Incrível, Sr. Prates, incrível...


O discurso do Sr. Prates só é compreensível diante de uma análise marxista: as idéias dominantes de uma época são sempre as idéias da classe dominante daquela época. Mesmo o Sr. Prates não sendo militar ou parte da classe dominante, a tendência de todas as pessoas de uma época é pensar da mesma forma que a classe dominante.

Postado por Glauber em 12:10

Democracia na ditadura militar???

eu concordo com o senhor Prates.ditadura sanguinária foi da Colombia onde morria mil por dia.nos trocamos a ditadura por uma raça de...etc
Postado por marcelo de castro em 11:17

prates

não é de hoje que este sr pensa assim,quem gosta MUITO dele são os servidores da saúde.
Postado por helder l coutinho em 12:11

"Novembrada"

Obviamente que esse primor de filhote de nazista sulista não foi 'molestado por quem quer que seja' na Ditadura; claro, já fazia parte da imprensa golpista e, pelo que se percebe, continua como um de seus melhores representantes. Trata-se de mais uma manifestação da direita canina 'Global'. Haja paciência com essa gente da imprensa podre nacional. Reinventaram a 'ditabranda'; agora, em versão televisiva.
Postado por Guilherme Augusto Zacharias em 12:11

CASO DE POLICIA

a "venezuelização" desta imprensa corrupta, vendida e golpista que defende reacionarismos impensáveis numa Democracia continua à toda.
Será que em nome da "liberdade de imprensa" (EMPRESAS DE DIREITA) chegaremos a ouvir discursos nazi-fascistas escancarados? Esse para-jornalista da RBS chegou perto. E, além de tudo, é grande MENTIROSO. Verdadeira lástima. Dá asco!
Postado por Werner Piana em 12:11

Os 30 anos da Novembrada

Para quem é subserviente, a ditadura civil-militar 1964/1985 foi uma maravilha.
Postado por Luiz Otávio Monteiro em 12:12

Apologia à DEitadura

Infelizmente tem genta desta laia que ainda pensa assim....jornalista mal informado, mal intencionado, sei lá....quem sabe apresentamos para ele os arquivos da ditadura militar para esse imbecil dar uma olhada!
Postado por Geovani Machado em 12:12

....

Pois é, depois da ditadura vc não sai mais de casa sem ser molestado, exatamente pq o Brasil foi ensinado a como viver cumprindo ordens e não respeitar o próximo.....
Postado por Patricia em 12:12

Loucura

Esse Prates só pode estar ficando louco. Democracia é obrigar alguém a estudar engenharia ao invés de artes pelo bem do país e massacrar qualquer opinião divergente da que está no poder?
Cada um tem o Paulo Francis que merece (2).
Postado por Érisson em 12:13

A "Democracia" Militar

 Quem é esta figura que verdadeiramente não sabe o que diz? Como essa pessoa pode dizer que não havia corrupção no GOverno militar? Ora não havia investigação, não havia imprensa livre. Era uma ditadura. A corrupão sempre existiu e não é privilégio do período após os militares.
Que figura ridícula esse Prates! Só podia estar na Globo.
Postado por Marcelo Sá em 12:13

Novembrada

Penso que os problemas sociais que enfrentamos hoje deve-se aos índices influenciáveis da mídia sobre todo o aval político enxergando que tudo vem de um fruto de alienação colocado por tais manifestantes em 79. Os mesmos que eram contra a forma de governo da época viraram grandes alienadores e ficaram ricos com as desgraças dos menos favorecidos. Portanto deixo a pergunta. Seria melhor continuarmos com ditadura nos dias de hoje porém, com mais colégios e horários rígidos de forma disciplinar, vendo esta nescessidade devido aos índices de crianças desinteressadas pelo novo modelo de ensino? Ou aprimorar-se ao novo modelo levando em consideração todo o crescimento poulacional?
Postado por Gabriel Barboza Lemos em 13:50

o grande figueiredo

Em agosto de 1984, na Escola Superior de Guerra, o ministro do trabalho de João Figueiredo, Murilo Macedo, afirmou que "a recessão de quatro anos já está afetando, de forma irremediável, a força de trabalho, devido à doença e à fome" podendo "inviabilizar a recuperação a curto prazo, por falta de trabalhadores fisicamente capazes".
Disse Murilo macedo naquela palestra que houve "severas quedas no consumo de alimentos e empobrecimento da dieta do trabalhador, nesses anos de recessão, assim como aumento da incidência de doenças".
Salientou ainda que o Brasil triplicou o número de analfabetos em oito décadas, passando de 6 milhões em 1900 para 19 milhões em 1980, e elevando-se a 20 milhões em 1984.
Este era o Brasil da ditadura, do governo do general Figueiredo, que este desmemoriado elogia. Nas escolas havia o decreto-lei 477 (de 1968, e revogado graças ao sacrifício dos estudantes que apanharam muito por isso), e nas livrarias não se encontrava nenhuma obra séria, nacional ou estrangeira, de História, Sociologia, Ciências Humanas em geral.
O fascista aí devia usar uma suástica na gravata, mas é covarde demais para tanto.
Postado por antonio barbosa filho em 13:50

Nega a Ditadura? que dirá Holocausto, Apartheid, Escravidão.

Se o Luiz Carlos Prates Nega a Ditadura no Brasil, deve negar também o Holocausto, Apartheid, Escravidão..

Esse cara é mais um contagiado pelo vírus do Governador José Serrágio de Sp, Morreu mas estava tão ocupado que esqueceu de cair e passou a apodrecer em pé mesmo..

O tempo para alguém que pensa dessa forma já passou, pois tudo o que não evolui é sumariamente rejeitado pela natureza.
Postado por gaiogrimald em 10:44

Gastronomia e Prates...

Com tantos bons pratos na gastronomia catarinense e a RBS/Globo querendo que eles "engulam esta merda"!
Postado por Marianna em 10:45

Prates

A veêmencia desta pusilânime figura não assusta mais nem crianças de colo!
Ele aqui não conseguiu segurar seu ímpeto de galinha verde integralista.
Não passará!
 
Postado por Flavio Marcio em 16:01

Reduto da decadência

Mandaram para SC, único lugar onde ainda lhe dão voz, refúgio terminal de ex-arenistas ainda ativos (impressionante!), como Esperidião Amim e Jorge Bornhausen - ícones decadentes da direita radical brasileira. O milênio passou e ele não viu! Patético...
Postado por Andrei em 10:54
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