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Política

Haddad diz que não será preciso esforço para trazer Marta para campanha

Em encontro com militantes na zona sul paulista, pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo elege senadora, Dilma e Lula como cabos eleitorais

Por: Raoni Scandiuzzi, Rede Brasil Atual

Publicado em 24/02/2012, 17:30

Última atualização às 17:45

São Paulo – O pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que a senadora Marta Suplicy terá um envolvimento natural na campanha e que não será preciso cobrar da ex-prefeita um engajamento efetivo. “Não farei nenhum esforço para trazer a Marta. Ela já está fazendo parte da campanha. Não tenho nenhuma dúvida de que ela vem”, disse.

A afirmação de Haddad foi feita ao chegar para participar da primeira plenária com militantes petistas, realizada nesta sexta-feira (24) no bairro M'Boi Mirim, na zona sul. Nos últimos meses, a senadora tem dado manifestações de que pode não entrar na campanha. Preterida na disputa local, na qual prevaleceu a vontade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de lançar um nome novo, Marta demonstrou irritação quando tiveram início as negociações para fechar aliança eleitoral com o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, a quem a bancada do PT na Câmara Municipal fez oposição ao longo dos dois mandatos.

Haddad não se manifestou a respeito da possibilidade de aliar-se a Kassab, mas reiterou a visão de que a prioridade deve ser dada aos partidos que compõem a base aliada a Dilma Rousseff no Congresso. Ele indicou apreço ao ser informado que a ex-prefeita Luiza Erundina, hoje deputada federal pelo PSB, é favorável a sua campanha. Integrantes do atual partido de Erundina defenderam que ela componha a chapa na condição de vice. “Fiquei muito feliz com a declaração de Erundina de que seria simpática à proposta do PT.”

Além de Marta, o pré-candidato escolheu ainda o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff como seus cabos eleitorais. O ex-ministro da Educação manifestou, no entanto, não saber se Dilma terá envolvimento direto nas eleições municipais. “Ela é presidenta do país. É ela que decide quando vai entrar na campanha”, afirmou.

Na primeira reunião do conselho político este ano, segundo relatos de parlamentares, Dilma avisou que não atuará nas cidades nas quais haja disputa entre candidatos de partidos da base. Ainda segundo esses relatos, a presidenta teria sugerido a mesma postura ao vice-presidente, Michel Temer, do PMDB. 

Fase de conhecimento 

A plenária em M'Boi Mirim é a primeira de uma série que o núcleo que organiza a pré-campanha de Haddad pretende realizar percorrendo a área de todas as 31 subprefeituras da capital paulista. Para o pré-candidato, mais importante que se tornar conhecido da militância é conhecer as principais carências da cidade para que sejam incorporadas a seu plano de governo.

Antes da plenária, Haddad circulou pelo bairro e deu mostras de que escolheu o sistema de transporte como um dos motes de campanha, ao acompanhar os problemas nas filas de ônibus. “É voz corrente a queixa sobre a mobilidade urbana e o transporte público, a dificuldade de as pessoas saírem de casa e voltarem do trabalho.” Além dessa questão, o ex-ministro diz haver notado que o bairro sofre carência de leitos em hospitais e de vagas em creches. Na segunda-feira (27), ele se reunirá com moradores da Brasilândia, na zona norte.

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