Por: Marcos Chagas, da Agência Brasil
Publicado em 08/02/2011, 12:05
Última atualização às 12:05
Os presidentes da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e do Senado, José Sarney, durante encontro para discutir a formalização do 3º Pacto Republicano (Foto: Gervásio Baptista/ABr)
Brasília – O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendeu nesta terça-feira (8) o salário mínimo de R$ 545 proposto pelo Executivo. Segundo ele, há uma regra estabelecida ainda no governo Lula com as centrais sindicais que toma por base a inflação do ano anterior e o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. No caso 2011, foi computado a inflação de 2010 e o PIB de 2009 que foi praticamente nulo.
É com base nesse crescimento nulo do PIB que os sindicalistas reivindicam um salário mínimo de R$ 580 e o PSDB, de R$ 600. “O salário mínimo foi calculado nessa base e não acho que tenha qualquer coisa que possa modificar a regra, acordada entre o governo do presidente Lula e os sindicatos”, afirmou Sarney.
Hoje, o ex-presidente e senador Itamar Franco (PPS-MG) deve fazer um pronunciamento sugerindo que o então candidato à Presidência em 2010, José Serra (PSDB), compareça à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para explicar quais as medidas que tomaria, caso eleito, para garantir um mínimo de R$ 600, agora bandeira do seu partido no parlamento.
Sobre a iniciativa de Itamar Franco, o presidente do Senado ressaltou que os congressistas têm que se debruçar sobre os números do Orçamento de 2011, aprovado no ano passado, para só então promover qualquer mudança, se for o caso. “Não podemos arbitrar um valor sem condições orçamentárias. Se desestabilizarmos a economia isso repercutirá de imediato na classe trabalhadora”, acrescentou Sarney.
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