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Internacional

ONU condena "brutalidade" contra civis na Síria

Novo bombardeio em Homs deixa mais de 30 mortos nesta quinta-feira (9)

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 09/02/2012, 11:46

Última atualização às 11:46

São Paulo - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, condenou, nesta quinta-feira (9), a violência da ação governamental em Homs, epicento da revolta contra a ditadura de Bahshar Al Assad, na Síria, que começou há quase um ano. "Temo que a apavorante brutalidade que estamos testemunhando em Homs, com disparos de armas pesadas contra bairros civis, seja um sombrio prenúncio do que está por vir", disse Ban a jornalistas.

Ban Ki-moon, destacou que a Liga Árabe quer retomar sua missão de observação interrompida recentemente na Síria. Ele sugeriu que a ONU poderá se juntar a essa missão.

O secretário-geral da ONU ressaltou que a Liga Árabe pediu ajuda da ONU e propôs a ida de uma missão de observação conjunta à Síria, com a presença de um enviado especial que represente as duas organizações. No final de janeiro, a missão de observação da Liga Árabe na Síria foi suspensa devido à escalada da violência no país.

Nesta quinta, Forças do exército sírio lançaram foguetes e morteiros contra redutos oposicionistas em Homs, deixando 30 mortos, disseram ativistas. Eles informaram que, entre os mortos, estão três famílias inteiras. As informações sobre as mortes não puderam ser confirmadas independentemente, pela falta de acesso de jornalistas estrangeiros ao país.

Os Estados Unidos disseram estar estudando formas de levar alimentos e remédios a eles - o que aprofundaria o envolvimento internacional em um conflito com amplas repercussões geopolíticas, e que divide as principais potências. A Turquia, ex-aliada de Assad que agora deseja vê-lo pelas costas, disse que vai promover uma conferência internacional para discutir o envio de ajuda e possíveis soluções para a crise.

Mas Rússia e China, que no domingo vetaram uma resolução do Conselho de Segurança contra Assad, alertaram contra qualquer "interferência" estrangeira. Pequim, no entanto, informou ter recebido nos últimos quatro dias uma delegação da oposição síria, num inédito contato desse tipo.

A ONU estima que mais de 5.000 pessoas, a maioria civis, tenham sido mortas em 11 meses de repressão aos protestos pró-democracia na Síria. Nos últimos meses, a situação se aproxima de uma guerra civil, com a entrada em cena de militares desertores e de outros insurgentes armados. O governo diz estar enfrentando "terroristas" patrocinados pelo exterior.

Com informações da Reuters

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