Guerrilha do Araguaia
MPF vai recorrer a tribunal para que coronel Curió seja punido
O Ministério Público Federal vai recorrer da decisão do juiz João César Otoni de Matos que indeferiu na semana passada a denúncia contra o coronel do Exército Sebastião Curió, acusado pelo sequestro de cinco guerrilheiros do Araguaia durante a ditadura militar. Segundo o procurador da República, Ubiratan Cazetta, um dos signatários da ação contra Curió, a denúncia será reapresentada ao Tribunal Regional Federal porque o crime de sequestro é um crime permanente e, portanto, passível de punição ainda hoje. Os corpos das vítimas nunca foram entregues às famílias. Entrevista à repórter Lúcia Rodrigues.
Encontro discute sentença da OEA que condena o Brasil no caso Araguaia
Passados 8 meses da condenação do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos, o governo brasileiro ainda mostra resistência em cumprir a sentença. A avaliação é do Procurador Regional da República, Marlon Weichert.
Torturadores do DOI-Codi continuam ameaçando camponeses do Araguaia, denuncia ativista
A Rádio Brasil Atual entrevistou, nesta terça-feira, 9, Paulo Fonteles Filho, do Grupo de Trabalho do Araguaia. Ele falou sobre a morte da camponesa Maria de Freitas Silva, de 73 anos. Ela integrava o grupo de 44 anistiados atingidos pela ditadura militar durante a repressão à Guerrilha do Araguaia. Dona Natividade, como era conhecida a camponesa, é a quinta pessoa do grupo que morre sem receber indenização.
Romaria luta contra violações
Terras indígenas, reforma agrária, machismo, racismo e barragens unem milhares de pessoas (Foto: Douglas Mansur
Velas e fé para lembrar os mártires do Araguaia
Uma vela acende a outra, o fogo se multiplica por dois, quatro, oito e logo são milhares as velas acesas (Foto: Douglas Mansur)
Para juíza, terrorismo de Estado persiste 40 anos depois da ditadura
Responsável por sentença que visa à localização de corpos no Araguaia indica que camponeses foram ameaçados após falar sobre operação de "sumiço" dos restos mortais
Para juíza, terrorismo de Estado persiste 40 anos depois da ditadura
Responsável por sentença que visa à localização de corpos no Araguaia indica que camponeses foram ameaçados após falar sobre operação de "sumiço" dos restos mortais
Revelação inédita aponta que militares enterraram ativistas juntos e em pé em poços artesianos
O diretor da Associação dos Torturados da Guerrilha do Araguaia Sezostrys Alves da Costa afirma que corpos de guerrilheiros e camponeses foram enterrados em cisternas e poços artesianos para dificultar a localização dos ativistas. A revelação foi feita ao dirigente da Associação por um militar que atuava em Xambioá, no Pará, durante a repressão ao movimento. O militar afirmou ter presenciado a execução de 18 pessoas. A partir dessas informações, o Grupo de Trabalho Araguaia, responsável pela busca das ossadas, retomará as escavações na região.
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