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Educação

Apeoesp critica governo de SP por usar avaliações apenas para punir professores

Entidade critica governo de São Paulo por adiamento do Saresp, além de errar em avaliações e usá-las para excluir e punir professores

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 10/11/2009, 14:30

Última atualização em 08/03/2010, 17:24

Apeoesp critica governo de SP por usar avaliações apenas para punir professores

Secretaria de Educação de São Paulo ainda apura o volume do prejuízo causado pelo adiamento (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O adiamento da prova do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar (Saresp) anunciado pelo governo estadual na segunda-feira (9) por problemas logístico foi criticado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Em nota à imprensa, a entidade sustenta que o governo estadual comandado por José Serra (PSDB-SP) erra no processo de avaliação e o utiliza para excluir professores.

A Secretaria de Educação de São Paulo ainda apura o volume do prejuízo causado pelo adiamento. O valor do contrato licitado é de R$ 27,4 milhões e a multa cobrada da empresa será proporcional às perdas aferidas. O levantamento ainda não foi concluído.

O atraso na entrega das provas pela empresa contratada para a realização do evento foi o motivo do adiamento. Segundo a secretaria, o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd), órgão integrante da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), vencedor da licitação para produzir e imprimir as provas, teria comunicado a demora na finalização dos exames apenas no sábado (7).

Cerca de 2,5 milhões de alunos estão inscritos para as provas. O exame foi remarcado para os dias 17 e 19 de novembro. Os horários de realização das provas correspondem aos turnos de estudo dos alunos. Estudantes e até diretores de unidades foram pegos de surpresa.

Na nota assinada por Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp, o sindicato afirma que, embora faça da avaliação uma de suas prioridades para a educação, o governo não sabe usá-la corretamente. "Se quer realizar avaliação para valer, como elemento que contribua para o aprimoramento do processo educativo, não poderia cometer erros", diz o texto.

"Porém, não bastasse a quantidade de erros que comete, o governo estadual utiliza os resultados das avaliações como uma espada sobre a cabeça dos professores, como elemento de exclusão e de retirada de direitos", prossegue.

O exame avalia para estudantes da segunda, quarta, sexta e oitave séries do ensino fundamental e do terceiro ano do ensino médio da rede pública e particular. Todos têm provas de Português e Matemática, enquanto apenas a sexta, oitava e o terceiro ano realizam testes de História e Geografia.

A prova é usada na composição do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp).

Confira a Nota à Imprensa

Adiamento do Saresp

O adiamento da prova do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar (SARESP) mostra que o governo estadual não consegue implementar o calendário definido por ele mesmo.
O governo do PSDB faz da avaliação uma de suas prioridades para a educação, mas não sabe usar corretamente este instrumento. Se quer realizar avaliação para valer, como elemento que contribua para o aprimoramento do processo educativo, não poderia cometer erros, nem mesmo no processo de sua realização. Porém, não bastasse a quantidade de erros que comete, o governo estadual utiliza os resultados das avaliações como uma espada sobre a cabeça dos professores, como elemento de exclusão e de retirada de direitos. Isto é muito claro no caso do recém-aprovado PLC 29/2009, que, através de avaliações, exclui pelo menos 80% dos professores do direito de ter reajustes salariais.
O adiamento do SARESP em uma semana o faz coincidir com a IV Conferência de Educação da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo), a realizar-se de 17 a 19 de novembro na cidade de Serra Negra. Mas, isto não esvaziará a nossa Conferência, que aprofundará o diagnóstico sobre a grave situação da educação pública no estado de São Paulo e, certamente, subsidiará todos os mais de 2.500 professores que ali estarão  para trabalhar com maior eficácia para transformar esta situação.
Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidente da Apeoesp
Ações do documento
Comentários

indignação

Eu estou REVOLTADA com o governo do serra, pois tive a infelicidade de ver minha mãe que tem 20 anos de estado ficar o dia inteiro das:8:30 as 23:15 em uma diretoria de ensino para pegar apenas 10 aulas sendo as mesmas de recuparação; e ví ela chorar e se desesperar pois ela batalhou como ninguem para se formar fazendo 5 anos de faculdade, deixando minha irmã e eu com parentes para chegar hoje na atribuição de aula e todos os alunos que ainda estão cursando faculdade pegarem aula na frente dela simplesmente porque passaram naquele lixo de prova que o governo obrigou a todos os professores a fazer.Estou indignada e com um sentimento de invalidez pois não sei como posso ajuda-la,pois ela alem de tudo ainda paga aluguel de 550,00 sendo que ganha 1200,00, o que resta para ela? estou preoculpadíssima com essa situação peço a vocês que me orientem e devolvam o chão da minha mãe .
Obrigada pela atenção.
Postado por vanessa iglesias martines em 14:03

indignação

Eu concordo com vc, tambem estou indignada com essa situação, estão tão perdidos que tem gente só com a licenciatura curta, classificado como licenciatura plena.
Até quando vai ficar essa palhaçada!!!!
Postado por Lia em 10:54

indignação

   Vanessa estou na mesma situação da sua mãe,sofri muito para me formar em Geografia lutei para chegar aonde estou com 13.490 pontos ,10 anos de Estado e agora 12 aulas ,cumprir na escola .Na atribuição do meu dia tinha gente chorando para não chegar a vez porque tinha que andar 60 km para dar 3 aulas ,senão ia atribuir compulsoriamente,eu graças a Deus não chegou a minha vez ,porque cumpro as minhas 12 aulas aqui na minha cidade mesmo,voce viu que ponto chegamos com esse PSDB?,rezar para não pegar aula.Temos que por esse partido fora do poder.Abraços as coisas vão melhorar,se Deus quiser.
Postado por Val em 11:06
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