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Cidades

Polícia desmonta quadrilha e prende mulher do prefeito de Limeira

Por: Redação da Rede Brasil Atual

Publicado em 24/11/2011, 12:30

Última atualização às 13:25

São Paulo – A Polícia Militar prendeu 11 pessoas em Limeira (SP), a 150 quilômetros da capital paulista, nesta quinta-feira (24), envolvidas em um esquema de corrupção. A primeira-dama da cidade, Constância Berbet Dutra Silva, mulher do prefeito Sílvio Félix (PDT) e dois filhos deles estão entre os detidos. Os motivos da operação, que apreendeu computadores e documentos na casa dos acusados, ainda não foram detalhados, mas a suspeita é de formação de quadrilha e de desvios de R$ 20 milhões de recursos públicos. Todos os detidos serão ouvidos pela polícia civil da cidade.

As prisões temporárias foram decretadas pelo juiz da Segunda Vara Criminal, Luiz Algusto Barrichello Neto, e têm duração de cinco dias. Os filhos do casal, Mauricio Félix da Silva e Murilo Félix, as irmãs da primeira-dama, Verônica Dutra Amador e Lucimar Berberti Dutra, um assessor político, um contador e uma mulher suspeita de ser laranja do esquema, também foram detidos. Como a Secretaria de Segurança Pública do estado não divulgou os nomes dos envolvidos, é possível que ocorram mais prisões.

Os promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsáveis pelas investigações, prometem apresentar detalhes sobre o caso durante a tarde desta quinta. As informações preliminares do Ministério Público não trazem informações sobre eventual participação do prefeito no esquema. Félix, segundo a assessoria dele, ainda não compareceu ao gabinete e comentará a prisão no fim da tarde.

Limeira foi palco de um escândalo de corrupção, envolvendo a chamada máfia da merenda escolar. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) chegou a ser instalada na Câmara de Vereadores, mas terminou seus trabalhos, em abril deste ano, sem apontar irregularidades nos contratos com a SP Alimentos, apontada como agente do esquema.

A empresa foi citada em situação semelhante em Pindamonhangaba (SP), no Vale do Paraíba, com o cunhado do governador Geraldo Alckmin (PSDB) citado como lobista na operação de desvio de verbas públicas.

 

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