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elas no controle

Women Game Jam traz visibilidade das mulheres no desenvolvimento de jogos

Edição voltada ao público feminino, trans e não-binários foi realizada simultaneamente com um grupo de desenvolvedoras na Alemanha
por Redação RBA publicado 25/04/2018 10h58, última modificação 25/04/2018 13h44
Edição voltada ao público feminino, trans e não-binários foi realizada simultaneamente com um grupo de desenvolvedoras na Alemanha
TVT/REPRODUÇÃO
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Segundo as participantes, a edição voltada para as mulheres possui um ambiente melhor

São Paulo – "No mundo gamer, ser mulher é uma porcaria porque você é desmerecida por tudo", lamenta a estudante de jogos digitais Sofia, que participou da primeira edição do Woman Game Jam Brasil, na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. O evento, realizando entre a última sexta-feira (20) e o domingo (22), buscou trazer mais visibilidade para as mulheres no setor de desenvolvimento de jogos.

game jam é uma reunião, presencial ou online, de desenvolvedores de jogos que tem como objetivo criar um jogo em um curto intervalo de tempo. Nesta edição voltada para mulheres, trans e não-binários, o trabalho foi realizado simultaneamente com um grupo de desenvolvedoras na Alemanha.

"A Woman Game Jam surgiu na Alemanha. A gente entrou em contato com a organização de lá e conseguimos trazer uma sede para São Paulo, então é algo simultâneo, com a diferença do fuso horário", explica organizadora Nayara Brito.

Segundo as participantes, a edição voltada para as mulheres possui um ambiente melhor, pois permite mais colaboração e sem machismo. "A principal diferença é que as meninas todas do grupo ouvem muito. Então todas foram ouvidas, todo mundo participou", afirma a desenvolvedora Joyce. 

"Eu sempre quis participar de game james, mas não há uma condescendência às vezes com o cara (que trabalha com você). A gente sabe a mesma coisa, mas por alguma razão ele me coloca como se eu soubesse menos", conta a ilustradora e animadora Deborah.

Já Sofia diz que foi sua primeira experiência e pôde aprender com as outras meninas. "Eu nunca participei de uma jam, mas pelo fato de ser só mulheres, eu me senti muito mais acolhida e um ambiente bem menos agressivo. Foi uma oportunidade em que consegui aprender de verdade."

Assista à reportagem da TVT:

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