Você está aqui: Página Inicial / Saúde e Ciência / 2018 / 01 / OMS alerta para o risco de febre amarela no estado de São Paulo

sem vacina

OMS alerta para o risco de febre amarela no estado de São Paulo

Decisão pelo alerta foi tomada a partir do crescimento do nível de atividade do vírus da doença no território paulista desde o fim de 2017
por Redação RBA publicado 16/01/2018 13h10, última modificação 16/01/2018 14h37
Decisão pelo alerta foi tomada a partir do crescimento do nível de atividade do vírus da doença no território paulista desde o fim de 2017
Andre Borges/Agência Brasília
vacina de febre amarela.jpg

Vacinas serão fracionadas por conta da regulação do estoques com orientação do Ministério da Saúde

São Paulo – A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta terça-feira (16) informe em que classifica todo o estado de São Paulo como área de risco para a febre amarela. Segundo a entidade, a decisão foi tomada a partir do crescimento do nível de atividade do vírus da doença no território paulista desde o fim de 2017.

Com isso, a OMS recomenda que toda pessoa que pretenda viajar para qualquer ponto do estado, partindo de dentro do Brasil ou de outros países, tome a vacina contra a febre amarela com 10 dias de antecedência.

A entidade informa ainda que a avaliação é um processo permanente e que pode vir a indicar novas áreas de risco no país.

De acordo com o órgão, desde dezembro de 2016 foram registradas ocorrências de febre amarela em macacos em 21 estados brasileiros e no Distrito Federal, com 788 casos em humanos, dos quais 265 resultaram na morte do doente.

Governo Alckmin

O estado conduzido pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) não tem as vacinas necessárias para imunizar toda a população. Por isso, anunciou na semana passada uma campanha para ter início no próximo mês, de 3 a 24 de fevereiro, para vacinar 6,3 milhões de pessoas.

As vacinas serão fracionadas por conta da regulação do estoques com orientação do Ministério da Saúde, que estaria preocupado em ter uma reserva para enfrentar uma expansão da doença, se for o caso. Na prática, quem tomar a vacina fracionada terá de tomar nova dose no futuro.

O frasco convencionalmente utilizado na rede pública poderá ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado assim 0,1 ml da vacina. Segundo estudos, a vacina fracionada tem eficácia por oito anos, enquanto a vacina na dose padrão imuniza a pessoa por toda a vida.

Com informações da Agência Brasil