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rede sequestrada

Mais de 57 mil computadores em 74 países sofrem com ataque hacker

Ação "sequestra" o computador afetado, pedindo a quantia de US$ 300 como "resgate". Surto começou na Europa, mas já atinge países em todo o mundo, inclusive o Brasil
por Redação RBA publicado 12/05/2017 18h34, última modificação 12/05/2017 20h08
Ação "sequestra" o computador afetado, pedindo a quantia de US$ 300 como "resgate". Surto começou na Europa, mas já atinge países em todo o mundo, inclusive o Brasil
reprodução
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Tela de um computador infectado, com mensagem que pede 'resgate' e ameaça destruir as informações

São Paulo – Mais de 74 países estão sob ataque cibernético, de acordo com dados divulgados pela empresa russa de segurança cibernética Kaspersky. De acordo com a fonte, a Rússia sofre com o maior número de ataques, entretanto, os primeiros sinais foram detectados na Espanha e em Portugal. Cerca de 85% dos computadores da empresa de comunicação espanhola, Telefónica, estão inutilizáveis. A empresa é a mais afetada. Não existe confirmação da origem dos ataques, entretanto, a imprensa europeia aponta como provável origem algum lugar em solo chinês.

No Brasil, os ataques começaram a ser sentidos às 13h20 e impactam especialmente em órgãos públicos. Ao menos o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sofrem com a ofensiva em seus sistemas. Também há relatos indicando a paralisação de agências da Caixa Econômica Federal.

“As cifras continuam aumentando inusitadamente”, disse Costin Raiu, diretor da Kaspersky. O ataque se da por meio de um ransomware, um tipo de software maldoso (malware) que se instala em computadores e se propaga via e-mail. Após infectado, o computador é bloqueado e sofre um tipo de “sequestro”. Já são mais de 57 mil ocorrências em todo o mundo. Para desbloquear o uso do computador, o malware pede um “resgate” de US$ 300 em bitcoins, uma moeda digital.

“Esse ransomware que apareceu hoje é totalmente novo no seu vetor. Usa uma maneira diferente para se disseminar. Tem característica que explora uma vulnerabilidade do Windows para se espalhar. Se um computador está conectado à internet, pode ser atacado. Os ataques são automatizados, o criminoso está atirando para todos os lados”, completa Raiu. Estão vulneráveis apenas computadores que utilizam plataforma Windows, e que não realizaram atualizações em seus sistemas desde março.

“Aqueles que estiverem utilizando alguns antivírus e tenham habilitado o Windows Update estão protegidos”, continua o diretor da Kaspersky. De acordo com informações complementares, os sistemas mobile, que equipam celulares, não são vulneráveis. Mais cedo, a primeira-ministra britânica, Theresa May, se manifestou após o sistema de saúde do Reino Unido sofrer amplamente com os ataques. “Não se trata de um ataque contra nosso sistema, mas um ataque internacional.”

No Brasil, o Itamaraty e a Petrobras informaram que suspenderam seus sistemas por precaução, mas sem detecção de nenhum computador infectado. Já o TJ-SP retirou seus sistemas do ar por tempo indeterminado após algumas máquinas sofrerem com o “sequestro”. Além de realizar atualizações periódicas e utilizar antivírus, especialistas recomendam medidas básicas de segurança, como evitar clicar em links suspeitos, além de fazer cópias de arquivos importantes em dispositivos externos, como pendrives e cartões SD.

Com agências