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Gestão tucana

Audiência pública sobre fim de farmácias do SUS é barrada em ação para blindar Doria

Para ganhar tempo e proteger prefeito tucano, base de apoio rejeita requerimento para debate de proposta com a população
por Redação RBA publicado 15/02/2017 19h53, última modificação 15/02/2017 19h57
Para ganhar tempo e proteger prefeito tucano, base de apoio rejeita requerimento para debate de proposta com a população
Secretaria Especial de Comunicação/PMSP
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Doria discute com empresários estudo para distribuir remédios do SUS em farmácias privadas

São Paulo – Vereadores da base de apoio do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), barraram hoje (15) requerimento da vereadora Juliana Cardoso (PT) de audiência pública para ouvir a população sobre projeto do executivo municipal de fechar farmácias do SUS nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Pela proposta, ainda em estudo segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a distribuição de medicamentos gratuitos será transferida para grandes redes comerciais.

Argumentando ter pouca familiaridade com o tema, os vereadores Adriana Ramalho (PSDB), Gilberto Nascimento (PSC), Milton Ferreira (PTN) e Rute Costa (PSD) –integrantes da Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher – votaram contra o requerimento.

No entanto, aprovaram documento protocolado pela tucana Adriana Ramalho, que pede ao secretário municipal da Saúde, Wilson Pollara, relatório com esclarecimentos sobre as possíveis mudanças na logística de distribuição de medicamentos.

A estratégia de Juliana Cardoso agora é reunir os movimentos sociais da saúde na audiência da comissão com o secretário, no próximo dia 22, às 13h, quando ele deverá apresentar o balanço de gastos, ações e investimentos da pasta.

“Convido as pessoas que são usuárias da farmácia e os sindicatos. Acho que é um bom momento de a gente tentar conversar e dialogar para tirar uma audiência pública”, disse Juliana Cardoso. 

“Primeiro precisamos ter o projeto em mãos, o programa já em andamento e o conteúdo dele escrito e debatido junto das secretarias para assim apresentar em uma audiência pública e ter uma visão mais ampla”, esclareceu Adriana.

Com informações da TV Câmara