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Morre o sociólogo Zygmunt Bauman, criador da 'modernidade líquida'

Sociólogo e pensador foi reconhecido por abordar a "liquidez" das relações sociais na modernidade e pós-modernidade, teoria que abriu um vasto campo de estudos para diferentes áreas das ciências humanas
por Redação RBA publicado 09/01/2017 16h03, última modificação 09/01/2017 16h18
Sociólogo e pensador foi reconhecido por abordar a "liquidez" das relações sociais na modernidade e pós-modernidade, teoria que abriu um vasto campo de estudos para diferentes áreas das ciências humanas
divulgação facebook
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Entre importantes pensadores contemporâneos, Bauman se dedicou a investigar problemas nas relações sociais

São Paulo – Morreu hoje (9), em Leeds, Inglaterra, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, aos 91 anos. A informação foi dada pela mídia polonesa. A causa da morte não foi divulgada. As informações são da Agência Ansa.

Nascido em 19 de novembro de 1925, em Poznan, Bauman serviu na Segunda Guerra Mundial e tem uma extensa biografia com reflexões sobre a sociedade e as mudanças do mundo atual.

Sua principal teoria, com a qual ficou mundialmente conhecido, é a da chamada "modernidade líquida", que aborda a "liquidez" das relações sociais na modernidade e pós-modernidade e abriu um vasto campo de estudos para diferentes áreas, como a filosofia, a cultura, o relacionamento humano. A teoria tem foco no individualismo e na efemeridade das relações – e até mesmo na revolução que as mídias digitais trouxeram para a sociedade moderna.

Mesmo aos 91 anos, Bauman não parava de trabalhar em livros e teorias, sendo um dos maiores filósofos e sociólogos do fim do século 20 e início do século 21. Grande parte das suas obras foram traduzidas para o português e o seu último livro lançado no Brasil foi A riqueza de poucos beneficia todos nós?.

Casado com Janine Lewinson-Bauman desde a época do pós-guerra, o filósofo deixa três filhas.

Com informações da Agência Brasil