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Mais 1,5 metro

IBGE atualiza altura de pontos culminantes: Pico da Neblina 'cresce'

De sete, dois tiveram o tamanho revisto para cima e cinco, para baixo
por Redação RBA publicado 29/02/2016 14h09
De sete, dois tiveram o tamanho revisto para cima e cinco, para baixo
wikicommons/reprodução
Neblina

Pico da Neblina, no Amazonas, teve altitude revista para mais 1,52 metro e superou os 2.995 metros

São Paulo – De sete pontos culminantes brasileiros cuja altitude foi atualizada pelo IBGE, dois foram revisados para cima e cinco, para baixo. O mais alto, o Pico da Neblina, situado no Amazonas, ganhou 1,52 metro e foi a 2.995,30 metros. O segundo maior, o Pico 31 de Março, na mesma região, teve igual acréscimo e ficou em 2.974,18 metros. Segundo o instituto, que divulgou as atualizações hoje (29), o ranking das montanhas mais altas do país não foi alterado.

O Pico da Bandeira, na divisa de Espírito Santo e Minas Gerais, teve altitude fixada em 2.891,32 metros – menos 66 centímetros.

Em seguida, vêm Pedra da Mina, com 2.798,06 metros (menos 33 centímetros), Agulhas Negras, com 2.790,94 (menos 61), Cristal, com 2.769,05 metros (menos 71) e Monte Roraima, com 2.734,05 (um centímetro a menos).

"A determinação da altitude em locais de difícil acesso sempre representou um grande desafio para o campo das geociências. No passado, a alternativa era o nivelamento barométrico, realizado com o barômetro, instrumento criado no século 17 e utilizado para medir a pressão atmosférica, altitude e mudanças no tempo. No entanto, os valores obtidos apresentavam imprecisões da ordem de metros. Com o advento das técnicas de posicionamento associadas aos Sistemas Globais de Navegação por Satélites (GNSS), em especial ao Sistema de Posicionamento Global (GPS), os levantamentos passaram a fornecer coordenadas (latitude, longitude e altitude) com alta precisão", diz o IBGE, que em maio de 2004 iniciou – em parceria com o Instituto Militar de Engenharia – , o projeto Pontos Culminantes, "com o objetivo de determinar altitudes mais precisas para os picos mais elevados do Brasil, utilizando equipamentos de rastreamento GPS associados às modernas técnicas de posicionamento preciso por satélites".

"O GPS informa aos pesquisadores determinada altitude em relação a uma superfície imaginária regular chamada elipsóide, estabelecida com base em cálculos matemáticos para representar a forma da Terra", diz a Agência Brasil. "No entanto, o nível do mar depende também da aceleração da gravidade, que muda de lugar para lugar."

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