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Depois de Dilma, diretora-geral da OMS vai encontrar ministros

Discussões envolvem a declaração do órgão realizada no dia 1º de fevereiro, que decretou estado de emergência de saúde pública de interesse internacional
por Redação RBA publicado 23/02/2016 19h39
Discussões envolvem a declaração do órgão realizada no dia 1º de fevereiro, que decretou estado de emergência de saúde pública de interesse internacional
Roberto Stuckert Filho/PR
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De Brasília, a representante da OMS seguiu para o estado com maior número de casos de microcefalia, Pernambuco

São Paulo – Em visita ao Brasil, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, esteve em uma reunião hoje (23) com a presidenta Dilma Rousseff, em Brasília, para debater ações de combate ao zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. "Tudo está sendo feito para combater o mosquito teimoso. Toda família, todo membro da sociedade, tem um papel para contribuir no combate ao mosquito", afirmou Margaret.

A representante da OMS fica no país até amanhã (24), e deve dialogar ainda com ministros de áreas relacionadas ao tema. Margaret está acompanhada da doutora Carissa Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e diretora regional da OMS para as Américas. O contexto das discussões envolve a declaração do órgão, no último dia 1º, que decretou estado de emergência de saúde pública de interesse internacional.

Outro tema que surgiu no debate foi a realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. A diretora-geral disse estar satisfeita com as ações realizadas pelo país no controle das doenças transmitidas pelo mosquito e enfatizou a liderança da presidenta sobre mobilização do poder público e transparência na divulgação dos dados. "Estou confiante de que o governo pode fazê-lo", disse.

Margaret destacou a importância da parceria entre governo e OMS na área de pesquisa e desenvolvimento para que sejam obtidos meios de diagnóstico, tratamento e, também, controle do vetor.

De Brasília, as representantes dos órgãos internacionais se dirigiram para a capital de Pernambuco, Recife, estado com maior número de casos de microcefalia no país. Até o momento são 182 casos confirmados e 1.203 em processo de estudo para confirmar a relação do zika com a malformação fetal.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, existem ao menos 4.107 casos suspeitos de microcefalia associados ao vírus. São 583 casos confirmados e 837 descartados em um total de 5.280 notificações. Desde quinta-feira (18), o ministério divulgou a obrigatoriedade de registro de todos os casos suspeitos no Brasil.

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