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Chioro admite pedir prioridade para vacina contra a dengue

Alckmin acusa a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de colocar impedimentos para a aprovação da vacina, mas ainda falta uma terceira etapa de testes
por Redação RBA publicado 23/03/2015 20h45, última modificação 24/03/2015 12h46
Alckmin acusa a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de colocar impedimentos para a aprovação da vacina, mas ainda falta uma terceira etapa de testes

São Paulo – O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse hoje (23) que pedirá "prioridade, mas tomando todas as medidas de prevenção”, caso receba pedido para análise do registro da vacina contra dengue desenvolvida pelo Instituto Butantã.

A epidemia de dengue no estado de São Paulo, que triplicou em relação ao mesmo período epidemiológico de 2014, está deixando o governador Geraldo Alckmin (PSDB) muito preocupado. Tanto que o tucano, que é médico, está considerando até mesmo desrespeitar as regras da pesquisa clínica para antecipar o lançamento da vacina contra a dengue.

Conforme os jornais vêm noticiando, Alckmin defende que a Anvisa aprove a produção da vacina contra a dengue, em desenvolvimento no Instituto Butantan, vinculado à Secretaria Estadual de Saúde.

O imunizante contra a dengue está na segunda etapa de testes clínicos, e conforme as regras para a pesquisa, há uma terceira etapa, que inclui um grupo maior de pessoas para assegurar a segurança e a eficácia da vacina, inclusive quanto a efeitos colaterais.

Acostumado a transferir toda a responsabilidade para a esfera federal, Alckmin acusa a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de colocar impedimentos para a aprovação.

Chioro sabe que a Anvisa tem de seguir rigorosamente o protocolo. Se é complicado aprovar medicamentos, que são destinados a pessoas doentes, o que dirá então vacinas, que são aplicadas em pessoas sãs.

O ministério ainda não recebeu o pedido. Mas, segundo Chioro, caso chegasse, tomaria a iniciativa de pedir prioridade à Anvisa, a quem caberia analisar a solicitação e determinar se há segurança para o uso na população.

O ministro afirmou ainda que as 12 mil doses produzidas experimentalmente até agora – que Alckmin alardeia como arsenal contra o avanço da doença no estado –, mesmo que fosse aprovada pela agência, não seriam suficientes. Este ano foram registrados 196 mil casos e 67 mortes em decorrência da doença.

A crise no abastecimento de água em São Paulo, que tem levado a população a armazenar em casa, muitas vezes de maneira inadequada, explica o aumento na proliferação do Aedes aegipty e dos casos de dengue.


Com informações da Agência Brasil