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reunião do conselho

Chioro quer consolidar Mais Médicos e ampliar vagas em cursos de Medicina

Ministro afirmou em reunião do Conselho Nacional de Saúde que o orçamento deste ano para o setor já prevê, por exemplo, recursos para reforma, construção e ampliação de pelo menos 5 mil unidades básicas de saúde
por Paula Laboissière, da Agência Brasil publicado 27/01/2015 16h48, última modificação 27/01/2015 18h33
Ministro afirmou em reunião do Conselho Nacional de Saúde que o orçamento deste ano para o setor já prevê, por exemplo, recursos para reforma, construção e ampliação de pelo menos 5 mil unidades básicas de saúde
José Cruz/Agência Brasil
arthur chioro

Chioro defendeu “agenda de desospitalização” para priorizar tratamento humanizado em domicílio

Brasília – O ministro da Saúde, Arthur Chioro, oficializou hoje (27), durante reunião do Conselho Nacional de Saúde, as prioridades da pasta para a nova gestão. Segundo ele, as metas incluem a consolidação do Programa Mais Médicos e a ampliação de vagas para cursos de medicina, em parceria com o Ministério da Educação.

De acordo com Chioro, a ideia é fortalecer e qualificar a rede de atenção básica de saúde, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Segundo ele, o orçamento deste ano para o setor já prevê, por exemplo, recursos para reforma, construção e ampliação de pelo menos 5 mil unidades básicas de saúde.

Outra proposta lembrada pelo ministro é a agenda de promoção à saúde, por meio de ações relacionadas ao enfrentamento da obesidade, combate ao tabagismo e à alimentação saudável. Aos conselheiros, Chioro reafirmou estratégias já anunciadas para valorização do parto normal na rede privada e também no Sistema Único de Saúde (SUS).

Conforme Arthur Chioro, o ministério enfrentará problemas como o aumento das internações e mortes provocadas por acidentes de trânsito e pela violência, “sem se descuidar do enfrentamento de situações endêmicas”, como dengue, febre chikungunya e malária.

O ministro também citou a atenção hospitalar. Disse que é preciso uma política específica para unidades de pequeno porte. “Não cabe um único modelo”, disse. Ele defendeu uma “agenda de desospitalização” para priorizar o tratamento humanizado em domicílio no lugar de internações.

Chioro ressaltou a necessidade de um modelo de financiamento para saúde pública. Garantiu que, em nenhum momento, manifestou apoio ao retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), mas não deixou claro o modelo de financiamento em que aposta. “A sociedade brasileira terá de discutir quanto queremos financiar e quais as fontes”, acrescentou.

Colapso

Chioro disse que o Distrito Federal vive um colapso na área da saúde pública e prometeu prestar apoio ao governador Rodrigo Rollemberg. O ministro e o governador assinaram um acordo ontem (26) na tentativa de qualificar a gestão da saúde pública na capital federal.

Chioro ressaltou que o termo não prevê a transferência de dinheiro. Em caráter de força-tarefa, serão escalados profissionais especializados para auxílio em diversas áreas, como vigilância em saúde, assistência farmacêutica, recursos humanos, gestão de leitos e de contratos.