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Saúde inclui medicamentos contra diabetes e colesterol ruim em farmácias populares

por Paula Laboissière publicado 26/04/2010 15h31, última modificação 26/04/2010 15h35

Temporão: hipertensão não é só de rico (Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil)

Brasília - O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (26) que vai incluir dois medicamentos no programa Farmácia Popular – parceria do governo federal com drogarias comerciais. A partir de maio, as 12 mil farmácias populares passam a oferecer a sinvastatina, usada no tratamento contra o colesterol ruim, e a insulina regular, usada no combate ao diabetes.

A portaria que determina a inclusão dos medicamentos na lista foi assinada pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Os investimentos, de acordo com a pasta, chegam a R$ 44,6 milhões até o final do ano.

O anúncio foi feito no Dia Nacional de Combate à Hipertensão. Esses remédios melhoram o fluxo sanguíneo e diminuem o risco de hipertensão arterial, de acidente vascular cerebral (AVC) e de infarto.

Ao todo, 14 medicamentos são vendidos nas farmácias populares com descontos de até 90%. Além da sinvastatina e da insulina regular, há ainda anti-hipertensivos e anticoncepcionais.

Riscos

Temporão afirmou que as doenças crônicas não atingem apenas ricos, pelo contrário, são bastante “democráticas”. Segundo ele, países em desenvolvimento como o Brasil são ainda mais suscetíveis ao problema, por conta da dificuldade de acesso ao atendimento médico para a prevenção.

Ele lembrou uma mudança negativa no padrão alimentar dos brasileiros, com destaques para o baixo consumo de frutas e verduras e o alto consumo de carnes gordas, de refrigerantes e de leite integral. Outro problema, segundo Temporão, trata do espaço ocupado pela televisão, pela internet e pelos jogos eletrônicos no lazer da população.

“É difícil trabalhar com questões estruturais, com dinâmicas familiares, com a produção de alimentos, com a construção de uma consciência nova”, avaliou. “Mas é preciso chamar a atenção porque a hipertensão, dentro das doenças crônicas, tem fatores múltiplos como a genética, a falta de atividade física, o sobrepeso e o estresse”, completou.

Fonte: Agência Brasil