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Parte das mortes por gripe suína é associada a segunda infecção

por Reuters publicado , última modificação 30/09/2009 18h16 © 2009 Thomson Reuters. All rights reserved.

(Foto: Elza Fiuza/ABr)

Washington - Muitas pessoas que morreram infectadas pela gripe suína nos Estados Unidos também tiveram infecções bacterianas, relataram autoridades sanitárias nesta quarta-feira (30).

Um estudo de 77 casos de pacientes que morreram com o novo vírus pandêmico H1N1 mostrou que 29 por cento deles tiveram as chamadas coinfecções bacterianas, informou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.

Cerca de metade deles estava infectada pelo Streptococcus pneumoniae, evitável com vacinas, afirmou o CDC.

O CDC já havia relatado que o H1N1, declarado responsável por uma pandemia em junho, torna-se mais ativo à medida que o tempo esfria e as escolas retomam suas atividades após as férias de verão (do Hemisfério Norte). Foram registrados casos em todos os 50 Estados.

"Nossa temporada de influenza está prestes a começar e infelizmente haverá mais casos de infecções bacterianas em pessoas com influenza", disse o médico epidemiologista do CDC Matthew Moore em um comunicado.

"É muito importante que as pessoas, em especial as sob risco de complicações graves pelo influenza, verifiquem quando forem tomar a vacina do influenza para serem vacinadas contra o pneumococo."

Nos Estados Unidos, a vacina Prevenar, da Wyeth's, faz parte do calendário de imunizações infantis e uma outra vacina contra a chamada bactéria pneumocócica está disponível para idosos.

A equipe do CDC notou que, no início, não parecia que as pessoas gravemente doentes com gripe suína ou as que morreram em decorrência dela tinham infecções secundárias. Mas os médicos podem não ter percebido essas infecções, afirmou o CDC.

"Os testes clínicos de rotina usados para identificar infecções bacterianas entre os pacientes com pneumonia não detectam muitas dessas infecções", relatou a equipe do CDC.

Fonte: Reuters

 

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