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Grávidas devem se afastar do trabalho e da escola em Curitiba, recomenda comitê

Dos 1.851 casos confirmados da doença em todo o estado, 96 são de gestantes, o que equivale a 5% do total
por Lúcia Nórcio publicado , última modificação 21/08/2009 12h36
Dos 1.851 casos confirmados da doença em todo o estado, 96 são de gestantes, o que equivale a 5% do total

Curitiba - Todas as grávidas da capital paranaense deverão se afastar das atividades profissionais e estudantis a partir desta sexta-feira (21). O retorno está previsto para o dia 5 de setembro. A medida é uma recomendação do Comitê Municipal de Prevenção e Controle da Nova Gripe, formado por 26 entidades da sociedade civil e da administração pública e tem a finalidade de proteção as gestantes.

A ideia é que nesses 15 dias, o Comitê ganhe tempo para entender melhor a relação entre o vírus Influenza H1N1 e gestação para propor outras ondutas ao grupo.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, dos 498 casos positivos de influenza A (H1N1) – gripe suína – registrados na capital, 29 eram de gestantes. Uma delas morreu. E dos 1.851 casos confirmados da doença em todo o estado, 96 são de gestantes, o que equivale a 5% do total.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) já havia feito a mesma recomendação e há duas semanas o secretário da Saúde, Gilberto Martin, assinou uma resolução também recomendando medidas preventivas para as gestantes, como a de que os serviços de saúde providenciem a transferência temporária das funcionárias gestantes para outros setores, cujas atividades sejam de menor risco e onde não fiquem expostas a pacientes com síndrome gripal e ao público em geral.

A Secretaria da Educação também recomendou que alunas, professoras e funcionárias gestantes permanecessem em casa até o dia 31 de agosto como medida de segurança.

A jornalista e professora Sandra Nodari, grávida de oito meses, disse que sua rotina mudou completamente. “Só saio de casa para ir ao médico, até minhas compras de supermercado tenho feito pela internet, e as roupinhas que faltavam para o enxoval do meu filho, quem está providenciando é meu marido”, disse. “Tenho acompanhado o noticiário e acho que nós, gestantes, temos a responsabilidade de tomar todo o tipo de cuidado”, completou.

Segundo ela, o avanço tecnológico colabora para a prevenção da doença. Ela conta que no próximo domingo (23) vai participar virtualmente do chá de bebê do filho. Interagir com as amigas por meio de mensagens eletrônicas e câmera de vídeo.

No site criado pela Secretaria Estadual da Saúde do Paraná para dar informações atualizadas e oficiais sobre a nova gripe, o ginecologista Marcos Takimura afirma que durante o período gestacional as mulheres apresentam alterações hormonais, imunológicas, circulatórias e mecânicas, em razão do peso da barriga.

“Porém, as gestantes saudáveis, aquelas em que a gravidez não é de risco, não precisam ficar isoladas. Elas podem trabalhar normalmente, desde que tenham cuidados com a higiene e evitem aglomerações”, observou o médico.

Takimura recomenda que se a gestante sentir qualquer alteração no seu estado de saúde procure o obstetra, seja o médico particular ou o médico da unidade de saúde. "As maternidades são os únicos hospitais indicados para atender suspeitas da nova gripe já na primeira consulta.”

Fonte: Agência Brasil

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