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500 mil mulheres morrem todo ano durante gravidez ou parto

Relatório da ONU aponta que atual crise econômica dificulta o acesso a financiamentos para programas de saúde reprodutiva
por Da redação publicado , última modificação 02/07/2009 15h01
Relatório da ONU aponta que atual crise econômica dificulta o acesso a financiamentos para programas de saúde reprodutiva

Um relatório conjunto do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) e do Banco Mundial lançado quarta-feira (1º) em Washington aponta que a crise econômica mundial tornou mais difícil o acesso a financiamentos para programas de saúde materna.
Segundo o documento, o planejamento familiar e outros serviços de saúde reprodutiva não são prioridade nos programas de desenvolvimento dos países pobres.

Números preliminares divulgados pelo Banco Mundial mostram que a ajuda global para a saúde aumentou de US$ 2,9 bilhões em 1995 para cerca de US$ 15 bilhões em 2007, equivalente a R$ 30 bilhões.

Apesar disso, durante o mesmo período, investimentos em programas de saúde reprodutiva aumentaram um pouco mais de US$ 1 bilhão.
Em comentário sobre o tema, a diretora executiva do Unfpa, Thoraya Obaid, disse que a falta de vontade política para proteger a saúde e os direitos das mulheres impede maiores avanços na área.

Gravidez

O Unfpa estima que mais de 500 mil mulheres morrem todos os anos de problemas médicos que poderiam ser tratados durante a gravidez.
A África é o continente com as mais altas taxas de mortalidade materna. O número de mortes é pelo menos 100 vezes superiores ao dos países ricos.

Fonte: Rádio ONU