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Para infectologista, Brasil está preparado para pandemia

OMS mudou a avaliação sobre a doença para "pandemia iminente". Infectologista aponta que Brasil adotou "todas as medidas com a melhor competência" para lidar com o vírus Influenza A H1N1
por Gilson Monteiro, Jornal Brasil Atual publicado , última modificação 03/06/2009 10h20
OMS mudou a avaliação sobre a doença para "pandemia iminente". Infectologista aponta que Brasil adotou "todas as medidas com a melhor competência" para lidar com o vírus Influenza A H1N1

O alastramento da gripe suína, provocada pelo vírus Influenza A H1N1 por variados países está conduzindo o mundo cada vez mais rápido ao nível máximo de alerta de uma pandemia. A afirmação foi feita nesta terça-feira pelo diretor geral assistente da Organização Mundial de Saúde, Keiji Fukuda.

Segundo ele, há um grande número de nações que parecem estar em transição, com casos importados da doença sendo convertidos em contágio autóctone, ou seja, transmissão dentro da própria comunidade. O atual nível de alerta é o 5, que significa pandemia iminente.

“Era a constatação de algo absolutamente inevitável. Estávamos com um número grande de países, sendo que três pelo menos – Canadá, Estados Unidos e México – com transmissão interna de casos sustentável”, avalia o infectologista David Uip, diretor do Instituto Emílio Ribas, centro de referência no combate a epidemias. “Então, essa 'iminência' era algo que esperávamos”, completa.

David Uip não acredita que a nova classificação de pandemia venha atrapalhar a forma como os países estão administrando a doença. Ele destaca que o Brasil já mostrou o quanto está preparado para enfrentar situações de crise como a da nova gripe.

“Tenho a convicção de que o Brasil tomou todas as medidas com a melhor competência e com a melhor possibilidade. Ninguém sabe, na verdade, o tamanho no problema. Se o Brasil tiver dificuldade no controle, posso assegurar, os países do primeiro mundo também terão. Estamos prontos, temos um bom sistema de vigilância e diagnóstico. Nós que representamos hospitais terciários, para internamento de pacientes, estamos preparados dentro daquilo que é compreensível como razoável”

O diretor do instituto Emílio Ribas informa: no Brasil são 21 os casos confirmados da doença. David Uip explica que as épocas mais frias do ano são também as mais propícias à proliferação dos vírus. Confira os cuidados recomendados:

Cuidados

Para evitar a disseminação, recomendam-se algumas medidas:

  • Evite o contato com superfícies que possam estar contaminadas;
  • Cubra o nariz e a boca com um lenço ao tossir e espirrar e jogue o lenço no lixo; 
  • Lave as mãos com freqüência.
  • Evite contato com pessoas doentes e mantenha uma vida saudável com boa alimentação e a prática exercícios regulares.

 

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