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Número 72, Junho 2012

Destaques do mês que passou

Reencontre aqui algumas das informações que passaram pela Rede Brasil Atual nas últimas semanas
por Redação da RBA publicado 04/04/2013 12h36, última modificação 20/06/2012 16h17
Reencontre aqui algumas das informações que passaram pela Rede Brasil Atual nas últimas semanas

Esporte, celebração e violações

Documento organizado por entidades sindicais internacionais mostrou que trabalho precário, baixa remuneração, horas extras forçadas e restrições à liberdade de organização marcam a produção de materiais esportivos para a Olimpíada de Londres, este ano. O relatório, feito a partir de apuração em 175 empresas asiáticas, adverte ainda que a organização dos Jogos do Rio, em 2016, deve se precaver para não repetir o erro.

Qualidade no emprego

O estresse provocado pelas jornadas prolongadas e as crescentes exigências por metas no trabalho interferem na saúde das pessoas, na vida familiar, na produtividade das empresas e nas contas da Previdência Social. Em entrevista à Rede Brasil Atual, a médica do Trabalho e pesquisadora da PUC de São Paulo Margarida Barreto  afirmou que a jornada semanal de trabalho de profissionais acostumados a viver sob pressão e grande exigência deveria ser de no máximo 30 horas, conforme orientam a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Dados da Previdência Social mostram que no período de janeiro a março de 2012 foram atendidos 511.564 pedidos de auxílio-doença. À medida que surgem mais vagas de emprego, segundo a médica, mais se torna indispensável a discussão sobre a qualidade dele para o trabalhador.

Informação contra corrupção

Maio terminou com saldo positivo na caminhada para um Estado brasileiro mais transparente e mais democrático. Entrou em vigor a Lei de Acesso à Informação, que faz com que os órgãos públicos de todas as esferas sejam obrigados a fornecer documentos solicitados pelos cidadãos em prazos curtos. Em Brasília, a Conferência Nacional de Transparência e Controle Social (Consocial) elegeu como prioridade o aumento dos instrumentos de acesso à informação. Mas há quem resista à prestação de contas. O Portal da Transparência, do governo federal, é um exemplo a ser seguido, mas ainda é exceção. Em outra ponta, cresce a movimentação pelo financiamento público de campanha, como forma de reduzir a promiscuidade entre doadores privados de recursos, governantes e legisladores. 

Se vai de metrô, não se distraia

O primeiro choque entre trens com passageiros no metrô de São Paulo escancarou um processo de perda de credibilidade do meio de transporte que outrora foi sinônimo de qualidade e segurança. À parte as dezenas de feridos – de 30 a 50, de acordo com os desencontrados números dos governos estadual e municipal –, restou para a população o medo de se deslocar pelo subterrâneo paulistano. O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, culpou os passageiros “distraídos” pelo alto número de feridos. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), em vez de explicar os cortes de investimentos, partiu para o ataque ao governo federal, afirmando que não havia “um centavo” de verba dos governos Lula e Dilma nas novas linhas – no que foi desmentido pela consulta feita pela Rede Brasil Atual aos portais de transparência. Na comparação entre governos, os petistas no Planalto enviaram a São Paulo R$ 15,2 bilhões, quase quatro vezes o investido por Fernando Henrique Cardoso, tucano como Alckmin.

São Paulo para trás

O pré-candidato do PT, Fernando Haddad, teme que a campanha de José Serra, na ausência de projetos para a cidade, descambe para a “obscuridade”, levantando novamente questões morais e religiosas em um vale-tudo eleitoral semelhante ao de 2010. Em entrevista coletiva organizada pela Rede Brasil Atual, o ex-ministro da Educação, além de dizer o que não quer, mostrou que deseja debater uma cidade civilizada, com visão de longo prazo. Para Haddad, com a dupla Serra-Kassab a capital paulista deixou de cumprir seu dever de estar na vanguarda das soluções urbanas brasileiras e mundiais.

Saúde privatizada

Na Semana de Luta Antimanicomial, encerrada em 18 de maio, ativistas protestaram contra a privatização dos centros de atendimento médico pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD). Naquele dia mais uma unidade do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da Brasilândia, zona norte paulistana, teria sua gestão transferida para uma Organização Social (OS) que já administra 47 unidades do Programa Saúde da Família (PSF) no município, sete CAPS, 12 programas de atendimento ao idoso e um centro de referência em homeopatia, medicinas tradicionais e práticas integrativas.