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Número 72, Junho 2012

Lasar Segall, Bergman e Arnaldo Antunes

Exposição do artista russo, ciclo de filmes do diretor sueco, CD acústico do ex-Titãs, novo livro de Paulo Auster e documentário Rock Brasilia são os destaques
por Xandra Estefanel publicado 04/04/2013 12h36, última modificação 20/06/2012 13h37
Exposição do artista russo, ciclo de filmes do diretor sueco, CD acústico do ex-Titãs, novo livro de Paulo Auster e documentário Rock Brasilia são os destaques


Arnaldo acústico

Arnaldo Antunes (foto) comemora 30 anos de carreira com o lançamento de CD e DVD Acústico MTV, em meados de maio. O show traz canções (reformuladas) da carreira solo, dos Titãs, dos Tribalistas e outras inéditas na voz do artista. Entre as músicas estão O Seu Olhar, em dueto com Nina Becker, Até o Fim, com Moreno Veloso, A Nossa Casa, Debaixo d´Água, Alma, Consciência, Engrenagem, Hereditário, Música para Ouvir, Comida e Envelhecer. R$ 30 (CD) e R$ 45 (DVD), em média.

Quadro de Segall/Reprodução

Olhar de Segall

Entre 1940 e 1943, Lasar Segall produziu o caderno Visões de Guerra, com 75 desenhos aquarelados de cenas dramáticas vivenciadas na Primeira Guerra Mundial, quando morava na Alemanha. O artista russo de origem judaica desenhou o caderno já em terras brasileiras, onde havia se radicado nos anos 1920. O material, pouco conhecido na íntegra, fica exposto até 12 de agosto no Centro de Cultura Judaica, em São Paulo. A programação paralela tem debates, filmes e show. De terça a sábado, das 12h às 19h. Domingos, das 11h às 19h. Rua Oscar Freire, 2050, Metrô Sumaré. www.culturajudaica.org.br. Grátis.


Bergman em São Paulo e Brasília

O Sétimo Selo, de BergmanO diretor sueco Ingmar Bergman deixou um legado de mais de 50 filmes, conduziu de maneira genial temas existencialistas, como o desejo, a religiosidade e a morte, e influenciou gerações de cineastas. Morto há cinco anos, Bergman é homenageado com programação do Centro Cultural Banco do Brasil. A mostra já passou pelo Rio de Janeiro, chega a São Paulo e segue para Brasília. São exibidos de filmes menos conhecidos, como O Olho do Diabo e Rumo à Felicidade, aos clássicos Monika e o Desejo, O Sétimo Selo, Morangos Silvestres, Persona, O Ovo da Serpente e Fanny e Alexander. Há ainda quatro documentários que retratam a vida e obra do cineasta: A Ilha de Bergman, de Marie Nyreröd; Os Homens e Bergman + As Mulheres e Bergman, de Eva Beling; e Imagens do Playground e ...Mas o Cinema é Minha Amante, de Stig Björkman. No CCBB São Paulo, de 13 de junho a 15 de julho (Rua Álvares Penteado, 112). No CCBB Brasília, de 19 de junho a 22 de julho (SCES, Trecho 2, Lote 22). Confira a programação em http://bit.ly/mostra_bergman. De R$ 3 a R$ 6.

Transformistas 

transformistas

O livro Crisálidas (Editora Instituto Moreira Salles, 136 pág.), de Madalena Schwartz, apresenta 100 fotos de artistas, travestis, transformistas e personagens do teatro underground paulistano dos anos 1970. A fotógrafa nasceu em Budapeste e se mudou para o Brasil em 1960, onde morou até sua morte, em 1993. Madalena documenta pessoas que também deixaram vidas anteriores para trilhar ousados caminhos. Parte das fotografias está exposta em São Paulo desde maio. As que estão na loja do IMS, Livraria Cultura, ficam até 17 de junho (Avenida Paulista, 2073). E as exibidas no Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569, Piso 3), até 17 de julho.

Rock’n’roll

Enquanto os fãs de Renato Russo, da Legião Urbana e do rock nacional aguardam os filmes Somos Tão Jovens e Faroeste Caboclo, podem se deliciar com Rock Brasília – Era de Ouro, que chegou às locadoras em maio. O documentário revisita a construção cultural e ideológica da capital do Brasil e as origens das bandas Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude, que invadiram o cenário musical do país na década de 1980. O filme traz depoimentos de Renato Russo, Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá, Dinho Ouro Preto, dos irmãos Fê e Flávio Lemos, de Philippe Seabra, dos integrantes dos Paralamas do Sucesso e de Caetano Veloso, além de cenas históricas, como a confusão generalizada no show da Legião Urbana no Estádio Mané Garrincha, em 1988.

Crise e abandono

Sunset Park é o nome do novo livro de Paul Auster (Cia. das Letras, 280 pág.) e de um bairro de imigrantes no Brooklyn, onde se passa a história de quatro jovens que decidem ocupar ilegalmente um imóvel vazio. Dilemas pessoais se entrelaçam com dificuldades causadas pelo colapso bancário americano de 2008. Um desses jovens, Miles Heller, decidiu fotografar coisas abandonadas e documentar os últimos vestígios das vidas desfeitas pela crise. Apesar da melancolia, Miles encontra no amor por Pilar um impulso para livrar-se do isolamento e deixar para trás uma antiga culpa. R$ 45.