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Número 71, Maio 2012

De Santoro a arte de rua

Filme "Meu País", lançamento do livro "Occupy", arte de rua na academia, 30 anos sem Elis, a arte do repente
por Xandra Estefanel publicado 04/04/2013 12h35, última modificação 14/05/2012 18h21
Filme "Meu País", lançamento do livro "Occupy", arte de rua na academia, 30 anos sem Elis, a arte do repente

Drama familiarmeu país

Marcos (Rodrigo Santoro) é um brasileiro que se mudou há muitos anos para a Itália, casou com a filha de um rico empresário e deixou para trás as lembranças, o pai Armando (Paulo José) e o irmão Tiago (Cauã Reymond). Quando recebe a notícia da morte de seu pai, volta ao Brasil e encontra a empresa da família em frangalhos e a existência de uma meia-irmã portadora de deficiência mental. 

Rodrigo Santoro e Débora Falabella fazem do filme um drama emocionante

O que era para ser uma viagem curta vira a vida de Marcos de cabeça para baixo porque ele não quer voltar para a Itália deixando Manuela (Débora Falabella) na clínica psiquiátrica. A atuação de Santoro, na pele de um personagem introspectivo e difícil, dá brilho ao filme de André Ristum, Meu País, que chegou às locadoras em abril. 

 

Entrou para a história

O ano de 2011 não passará em branco. A onda de manifestações começou no norte da África, com a queda das ditaduras do Egito, do Iêmen, Líbia e Tunísia, depois alcançou a Europa, em greves e ocupações na Espanha, Grécia, Londres, passou pelo Chile, ocupou Wall Street e chegou até a Rússia. Provavelmente 2011 será lembrado como o ano em que pessoas do mundo todo foram às ruas para protestar. Passados seis meses do início da efervescência, a Boitempo Editorial e a revista eletrônica Carta Maior decidiram fazer um balanço do movimento. A coletânea Occupy – Movimentos de Protesto Que Tomaram as Ruas reúne artigos de David Harvey, Edson Teles, Emir Sader, Giovanni Alves, Henrique Soares Carneiro, Immanuel Wallerstein, João Alexandre Peschanski, Mike Davis, Slavoj Žižek, Tarik Ali e Vladimir Safatle. R$ 10.

 

Arte de rua na academia

Grafites de 20 artistas estão espalhados pelas paredes, por tapumes de obras, em suportes de madeira de demolição e nas projeções de vídeo no Centro Cultural Casa Hercílio Esteves, que fica dentro da Faculdade de Medicina de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. A mostra Da Rua traz diferentes segmentos da street art, como o bomb, a pichação, o sticker, o stencil e o popular lambe-lambe. Em cartaz até 15 de junho, no campus da FMP/Fase, na Av. Barão do Rio Branco, 1.003. De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Grátis.

 

Viva ElisElis

Em janeiro de 1982 o Brasil perdia uma de suas maiores cantoras: Elis Regina Carvalho Costa, ou Elis Regina, a Pimentinha. Trinta anos depois, é organizada uma leva de homenagens à cantora, com shows da filha, Maria Rita, e exposições que fazem parte do projeto Nivea Viva Elis. A mostra traz mais de 200 fotos, além de entrevistas, pôsteres, documentário com depoimentos de vários artistas, reportagens de revistas e jornais, vídeos de apresentações, programas de televisão, réplicas de figurino e ingressos de shows.

30 anos sem Elis e a cantora continua fazendo parte do passado e do presente dos brasileiros

Em São Paulo, fica em cartaz até 20 de maio, no Centro Cultural São Paulo; em Porto Alegre, será realizada de 10 de junho a 15 de julho, na Usina do Gasômetro; em Recife, de 5 de agosto a 25 de setembro, no Parque Dona Lindu; no Rio de Janeiro, de 10 de outubro a 11 de novembro, no Centro Cultural Banco do Brasil; e em Belo Horizonte, de 27 de novembro a 6 de janeiro, no Palácio das Artes. Confira as datas dos shows, endereços e outros detalhes em www.nivea.com.br/niveavivaelis. Tanto a exposição como os shows são gratuitos.



Repente

Em São Paulo, é comum ver repentistas duelando na Praça da Sé e adjacências, no centro. Quando começam a se “enfrentar”, não demora para se aglomerarem admiradores dessa manifestação popular tão genuinamente brasileira. Da rua para o palco, o projeto Violas e Repentes promove encontros entre eles todo primeiro sábado do mês a partir das 15h, no Raso da Catarina, na Vila Madalena, em São Paulo. O objetivo é difundir a diversidade da arte do repente e da tradição oral, além de contextualizar historicamente sua origem e seu surgimento. Durante uma hora e meia, uma dupla de artistas mostra sua improvisação e permite que o público interaja ao propor temas. Consulte a programação em www.rasodacatarina.com.br ou ligue para (11) 3537-9331. Rua Fradique Coutinho, 1.004. Grátis.