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Seção de Cartas

Seção de cartas da Revista do Brasil

Alucinações

A cada nova Veja publicada potencializa-se a importância de publicações como a Revista do Brasil. A desfaçatez com que os fatos são distorcidos está em metástase da política para os demais temas. Esta semana (17/3) o alvo é o Daime. Sem advogar para o Daime ou União do Vegetal, mas tendo conhecido essas duas correntes, “alucinação” é responsabilizar o consumo de ayuasca por um crime covarde cometido por um filhinho de papai sob efeito de cocaína. De todas as drogas, o mais difícil e ingrato combate é o que deveria ser feito contra a “droga da imprensa”, pois qualquer recomendação quanto ao seu uso responsável é logo tachada de “censura”.

Clodoaldo Jurado, São Roque (SP), clodoaldo@jurado.net.br

Aliança e geografia

Sou assinante e gosto muito da revista, porém na edição de março a reportagem sobre a aliança com o PMDB cita o governador André Puccinelli como de Mato Grosso. Na realidade o dito-cujo é governador de Mato Grosso do Sul. Acho que uma publicação dessa importância deveria ter mais atenção para esses aspectos geográficos.

Cícero Roberto dos Santos, Campo Grande (MS), cicerho@terra.com.br

Política externa

Será que prestigiar o caudilho venezuelano, fechar com a França e ignorar as oposições cubana e iraniana é o melhor que o Brasil pode fazer? Mauro Santayana escreveu há um ano que os diplomatas aposentados sentiam-se transtornados com a atual política externa brasileira e com a crescente respeitabilidade do Brasil no mundo. Será? Somos zombados nos quatro cantos do mundo, não conseguimos nenhuma vitória nos organismos internacionais, passamos um grande vexame na crise hondurenha. Não temos o respeito nem dos latino-americanos! Uma coisa é certa: não teremos jamais, nem puxando o saco do Sarkozy, cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Luiz Magalhães, São Paulo (SP), lemaga@gmail.com

Culpa do feio

Um bom espetáculo futebolístico (crônica “A culpa é do feio”, edição 41) empolga o público, prende a atenção, pode até balizar a hipótese de a violência nos estádios ser devida ao mau futebol. Mas temos uma sociedade em decadência e, com isso, uma violência gratuita também nas ruas, nas praias, nas residências. Antes do futebol feio, antes da decadência da sociedade, tivemos um governo militar que impôs uma educação pífia, que, pasmem, continuou com os que os sucederam. Não há uma sociedade pobre violenta, mas toda uma sociedade violenta. Vejam os baixos índices da educação no Estado mais rico do país. Como poderemos ter uma sociedade em ascensão? Aí o escritor tem razão, a culpa é do feio, mas do feio investimento não só em salas de aulas, laboratórios, carteiras, mochilas, mas no currículo e no capital humano que compõem o sistema escolar. Futebol feio para justificar a violência nos estádios é muito pouco, quase nada.

Cezar José Sant’Anna, cezarjose@hotmail.com

Tecnologia social

Parabéns pela excelente reportagem “Engenhosa sabedoria popular” (ed. 43). O texto, didático e interessante, refletiu a importância das tecnologias sociais na solução de problemas socioeconômicos, ambientais etc. Temos, apenas, uma observação: a 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação foi convocada por decreto presidencial de 3 de agosto de 2009, com o título “Política de Estado para Ciência, Tecnologia e Inovação com vista ao Desenvolvimento Sustentável”, e não foi organizada pela Rede de Tecnologia Social (RTS).

Michelle Lopes, Brasília (DF), comunicacao@rts.org.br

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