Você está aqui: Página Inicial Revista do Brasil Edição 42 Mera coincidência?
Ferramentas Pessoais

Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

Revista do Brasil - Edição 42 - Dezembro de 2009

CurtaEssaDica

Mera coincidência?

Por: Xandra Stefanel (xandra@revistadobrasil.net)

Publicado em 04/12/2009

Os dolorosos ritos de passagem para a idade adulta são o tema do novo filme de Heitor Dhalia (O Cheiro do Ralo). Em À Deriva, Filipa (Laura Neiva) tem 14 anos e passa as férias com a família e a turma de amigos em Búzios. Quando ela descobre que o pai (Vincent Cassel) está traindo a mãe (Débora Bloch) com uma estrangeira que mora na praia, a inocência infantil se perde e sua vida vira de ponta-cabeça. A história singela, com fotografia primorosa de Ricardo della Rosa, não escapou às acusações de que é uma cópia do neozelandês Chuva de Verão, de Christine Jeffs. As semelhanças, apesar de o diretor negar que conhecesse o filme, de 2001, estão por toda parte. Ainda assim vale a pena assistir aos dois longas. 

Máquinas de dinheiro

A verdadeira história de Salomon Sorowitsch, um boêmio falsário levado a um campo de concentração nazista em 1944, é contada no filme austríaco-alemão Os Falsários, de Stefan Ruzowitzky. Sorowitsch (Karl Markovics, em atuação primorosa) passa a colaborar com os nazistas na falsificação de dinheiro para financiar esforços de guerra, numa estrutura que tem vários trabalhadores, máquinas e “regalias”. Baseado no livro O Diabólico Trabalho, de Adolf Burger, um dos presos do campo de concentração de Sachsenhausen, o longa levou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2008. Disponível em DVD.

Memórias comuns

Para quem gosta de ouvir histórias alheias, o site do Museu da Pessoa é um prato cheio – e suculento. O objetivo do museu é democratizar e ampliar a participação dos indivíduos na construção da memória social e fazer com que a história de cada pessoa seja valorizada na sociedade. Ele é formado por quatro núcleos – Brasil, Canadá, Estados Unidos e Portugal – autônomos, autossustentáveis e ligados por uma metodologia comum. Qualquer um pode escrever, mandar fotos e vídeos, mas, é claro, existem algumas regras. Atenção para a lista de indicações no link “Nossos sites”. Passe lá e confira algumas histórias: www.museudapessoa.net

Tango invertido

O gênero eternizado por Carlos Gardel ganhou capítulo à parte com o surgimento do Gotan Project, em 1998, quando o guitarrista de rock portenho Eduardo Makaroff conheceu o DJ francês Philippe Cohen-Solail e o produtor suíço Christoph H. Muller. Em 2001, o grupo lançou o primeiro (e o melhor) CD, La Revancha del Tango, depois vieram Inspiración-Espiración, reunião de tangos raros e funkeados, e Lunático. A novidade é o lançamento do CD duplo Gotan Project Live (MCD, R$ 40), que traz temas das turnês La Revancha del Tango e Lunático. Gotan (tango com as sílabas invertidas) mistura dub, hip-hop, picapes, bandoneon, piano e violino. Som melancólico e extremamente sensual que Gardel ia gostar de ouvir.

Informação da quebrada

O escritor e rapper Ferréz está lançando mais um livro, dessa vez pelo Selo Povo, idealizado por ele para levar a literatura aonde ela tem dificuldades de chegar: “Nas mãos daqueles que enxergam o livro como um item raro e elitista ...os despossuídos de recursos”, como diz o blog da marca. Cronista de um Tempo Ruim é a primeira das oito publicações feitas para o projeto da Editora Literatura Marginal. Os livros e o DVD Literatura e Resistência, que traz a trajetória da literatura marginal, terão “distribuição periférica” e poderão ser vendidos por qualquer um que “ame a cultura de rua” com ganhos de 20%. Os livros custarão R$ 5 e o DVD, R$ 9,90. Informações em literaturamarginal@ibest.com.br.

Guerra suja

A guerra entre os defensores e os opositores da ditadura militar no Brasil foi longa e ainda não terminou. O jornalista Lucas Figueiredo mergulhou nos bastidores das batalhas e o resultado foram dois livros: Brasil Nunca Mais, sobre a tortura praticada pelas Forças Armadas, e Orvil, obra de quase mil páginas inéditas que são a resposta do Exército sobre a guerrilha e o “terrorismo de esquerda”. Lucas teve acesso a uma das 15 cópias sigilosas do que é considerado o mais volumoso documento secreto das Forças Armadas e relata em Olho por Olho – Os Livros Secretos da Ditadura (Ed. Record) que o Exército confessa o envolvimento na morte de 24 presos e desaparecidos políticos. 210 págs., R$ 38.





Ações do documento
Powered by DISQUS comment system
Comentários
Clicky Web Analytics