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General apontado como homofóbico já abafou escândalo sexual com menores em Brasília

A Rádio Brasil Atual obteve com exclusividade a íntegra do áudio em que supostamente o general Adhemar da Costa Machado Filho afirma que presenciou sexo envolvendo militares e menores. A Rádio também conseguiu o laudo de peritos da Polícia Federal com a transcrição da gravação na íntegra

Por: Marilú Cabañas, Lucia Rodrigues e Terlânia Bruno, da Rádio Brasil Atual

Publicado em 21/01/2012, 18:32

Última atualização às 18:32

São Paulo - Apontado como homofóbico por entidades de luta pelos direitos dos homossexuais, o general Adhemar da Costa Machado Filho também dá sinais de conivência com exploração sexual de menores e de ser contrário à apuração de denúncias de corrupção contra militares, entre outras irregularidades e crimes.

A Rádio Brasil Atual obteve com exclusividade a íntegra do áudio em que o general se refere de maneira preconceituosa e agressiva aos ex-sargentos Fernando Alcântara Figueiredo e Laci Marinho de Araújo - que acusam a corporação de maus tratos e tortura por terem declarado publicamente que vivem uma relação homoafetiva.

Ouça os áudios, divididos em quatro partes:

Pte.1

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 Pte. 2

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 Pte. 3

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 Pte. 4

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A gravação foi feita feita pelo Sub Tenente David Reis Vieira de Azevedo, em dezembro de 2006, em uma reunião no gabinete do general, sem que este soubesse que suas falas estavam sendo registradas. À época o general era responsável pela 11ª Região Militar do Distrito Federal.

Durante a reunião, supostamente o general Adhemar da Costa Machado Filho, hoje à frente do Comando Militar Sudeste, afirma que presenciou menores praticando sexo. Na gravação, o general diz a seu interlocutor, supostamente Vieira de Azevedo, que entrou no apartamento do filho do taifeiro de um general onde estavam “oito marmanjos com quatro meninas menor de idade e seis garrafas de vodca em cima da mesa”. Ele chegar a contar uma das cenas com detalhes. O general demonstra preocupação com a possibilidade de a informação chegar à imprensa, mas afirma que, ao abafar um possível escândalo, evitou “um troço extremamente ruim pra família militar”. 

O áudio compromete Machado Filho em outros trechos da conversa. No decorrer do diálogo ele ressalta que é contra a instalação de inquéritos para investigar denúncias de corrupção, porque fogem de seu controle. “O inquérito sai das nossas mãos... a hora que eu abro o inquérito, eu deixei de ser dono dele. Ele toma caminhos que a gente não sabe. Por isso, que eu sou contra inquérito.”

O general afirma ainda sentir saudade dos métodos empregados pela ditadura militar “quando metiam o pé na porta”. 

A Rádio Brasil Atual também obteve com exclusividade a cópia do laudo da perícia da Polícia Federal, que atesta a veracidade da gravação. O laudo, de 16 de março de 2009, foi solicitado pelo major do Exército André Gustavo Pinheiro do Rêgo Barros e é assinado pelos peritos criminais João Paulo Batista Botelho e Paulo Max Gil Innocencio Reis, do Instituto Nacional de Criminalística.

O trabalho traz a transcrição da conversa - com duração de uma hora, três minutos e trinta e nove segundos - na íntegra e pode ser conferido abaixo.

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