Direito a PLR é positivo, mas CUT reclama que governo "esquece de avisar trabalhadores"
Em entrevista veiculada nesta quinta-feira (28), presidente da CUT explica que projeto em debate dentro do governo federal pode representar conquistas
Publicado em 27/01/2010, 19:10
Última atualização em 28/01/2010, 12:28
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Artur Henrique comemora que o governo esteja discutindo um projeto de lei para garantir participação nos lucros e resultados. Em entrevista a Oswaldo Luiz Colibri Vitta, do Jornal Brasil Atual, o sindicalista aponta que a iniciativa tem méritos, mas precisa ser debatido com participação dos representantes dos trabalhadores.
A entrevista é destaque da edição desta quinta-feira (28) do Jornal Brasil Atual, que pode ser ouvida a partir das 7h em São Paulo na Rádio Terra (97,3 MHz) ou nos horários da Rádio Brasil Atual na Web.
O texto em discussão entre os ministérios do Trabalho, Justiça e Planejamento vazou à imprensa e foi tema de edições de jornais e sites noticiosos nesta quarta-feira (27). Sem acesso ao texto definitivo nem disposição para fazer o debate aberto para um tema polêmico, Artur lamenta que o governo não tenha chamado o movimento sindical para ajudar na formulação da proposta.
A principal conquista seria permitir que os lucros aferidos nos últimos anos seja dividido com os trabalhadores. Artur alerta que participação nos lucros precisa ser discutida separadamente de reajustes salariais. "Uma lei que amplifique e obrigue empresas a distribuir lucros e resultados é positiva", aponta. "Agora, a participação de sindicatos é fundamental", sustenta.
Ele afirma que o debate ainda ocorre dentro do governo, de modo que a entidade ainda não teve acesso ao projeto. "Queremos, evidentemente, participar, dar nossas opiniões e construir coletivamente a proposta", afirma. Todas as informações foram obtidas pela imprensa.
Para o presidente da CUT, se houver apenas uma comissão de trabalhadores como previsto no projeto, poderia haver pressão indevida sobre esses membros. Por ter acesso a informações sobre os lucros da empresa, os sindicatos têm melhor condições de municiar os trabalhadores no debate. A entidade defende distribuição linear desses lucros, igual para todos.
"Inúmeros sindicatos, pela própria organização, conseguem fazer acordos de PLR, muito importantes e interessantes para o conjunto dos trabalhadores, mas ainda está restrito a um número pequeno de empresas", analisa Artur. No setor de comércio e serviços há especial dificuldade para garantir a conquista.
O projeto tem pontos interessantes e contempla pontos reivindicados pela CUT. O combate à criminalização dos movimentos sociais e às práticas antissindicais são pontos indicados pela CUT, mas é necessário conhecer a íntegra do texto para poder emitir uma opinião mais precisa.
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