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Eleições 2018

Queremos Lula livre, mas mesmo preso ele será candidato, reitera Gleisi

"Temos uma decisão de priorização de candidaturas. A prioridade número 1 é a eleição para presidente da República", afirmou a senadora em Minas, vendo em Lula a única alternativa de "pacificação"
por Redação RBA publicado 08/06/2018 17h52, última modificação 08/06/2018 19h19
"Temos uma decisão de priorização de candidaturas. A prioridade número 1 é a eleição para presidente da República", afirmou a senadora em Minas, vendo em Lula a única alternativa de "pacificação"
Ricardo Stuckert
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Gleisi e Dilma participam de ato em Minas Gerais e reafirmam que partido está coeso em torno do ex-presidente, sem plano B

São Paulo – A prioridade é tirar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da prisão, mas mesmo que isso não acontece ele será o candidato do PT à Presidência da República, reiterou na tarde desta sexta-feira (8) a presidenta nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR). "Não existe um plano B, o PT não trabalha com isso, o PT trabalha com a candidatura de Lula. É óbvio que nossa prioridade é tirar o Lula da prisão, queremos o Lula livre, até pelo bem pelo país, mas mesmo se ele estiver preso ele será nosso candidato, não há restrição para isso", afirmou Gleisi, em entrevista coletiva em Belo Horizonte. À noite, a candidatura será lançada formalmente na cidade de Contagem, região metropolitana de BH.

Ela afirmou não recear algum tipo de isolamento político com a manutenção da candidatura, lembrando que o petista continua bem posicionado nas pesquisas, inclusive com mais intenções de votos que a soma dos demais pré-candidatos. "Do ponto de vista da opinião pública, Lula não está isolada", disse Gleisi. A senadora lembrou o PT segue conversando com outras legendas, ao mesmo tempo em que tenta liberar Lula, inclusive para dar entrevistas e fazer pronunciamentos. Barrá-lo seria uma "brutalidade" da Justiça, segundo Gleisi, ao sustentar a candidatura mesmo que não haja possibilidade de registro.

"Nunca tivemos desde 2000 nenhum candidato impedido de registrar a sua candidatura. (Lula) É o único capaz de tirar o país da crise e pacificar o Brasil", insistiu a presidenta do PT. "Você pode ter quadros políticos, mas não existe uma liderança com a capacidade de articulação popular que o Lula tem. As instituições estão sem respeitabilidade, não há autoridade institucional no país. Se Lula continuar preso, não há possibilidade de ter pacificação."

Gleisi considerou normal manifestações do governador do Ceará, Camilo Santana, pró Ciro Gomes, do PDT. "A posição do Camilo é conhecida. Acho que é legítimo por parte dele. O partido como um todo está convencido da justeza da estratégia política e da necessidade que o país tem", afirmou, acrescentando que o governador estará presente no ato de Contagem. "Temos uma decisão no PT de priorização de candidaturas. A prioridade número 1 é a eleição para presidente da República. As demais eleições vão ser tratadas de forma a viabilizar a prioridade."

Todo o partido trabalhará para viabilizar a campanha do ex-presidente, reforçou a presidenta, o que não descarta composições. "O PSB é um partido que está no nosso arco de alianças. É prioritário nessa composição de alianças." A discussão sobre o cargo de vice faz parte desse processo de discussão com outros partidos, lembrou. 

Segundo a senadora, excluir ó ex-presidente da eleição "é querer jogar o país cada vez mais instabilidade". "Na época de Lula, o Brasil vivia paz social, prosperidade, com a economia sendo acertada. Não parcelava combustível, gás de cozinha... Por isso Lula tem essa resiliência."

Ela vê com algum reticência pesquisa feita por telefone que apontou o nome do ex-prefeito Fernando Haddad. "Uma coisa ficou bem demonstrada: o grande eleitor desta eleição chama-se Luiz Inácio Lula da Silva", afirmou, ao lado dos líderes do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), e na Câmara, Paulo Pimenta (RS), além do ex-ministro Luiz Dulci.