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Fascismo

Delegado da PF é identificado como agressor da Vigília Lula Livre

Gastão Schefer Neto foi presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal do Paraná e candidato a deputado federal pelo PR
por Redação RBA publicado 04/05/2018 14h37, última modificação 08/05/2018 08h45
Gastão Schefer Neto foi presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal do Paraná e candidato a deputado federal pelo PR
PH Reinaux / Brasil de Fato Pernambuco
Ataque a Vigília

Delegado destruiu parte do equipamento de som da Vigília Lula Livre na manhã desta sexta

São Paulo – O acampamento Marisa Leticia, em Curitiba, foi atacado na manhã desta sexta-feira (4) pelo delegado da Polícia Federal Gastão Schefer Neto, que tentou destruir o equipamento de som da Vigília Lula Livre, “numa atitude fascista e ensandecida”, segundo a organização. Schefer Neto foi presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal do Paraná e foi candidato a deputado federal pelo PR. É conhecido e agressivo militante antipetista nas redes sociais e defensor da força tarefa da Lava Jato.

O delegado agrediu militantes na praça Olga Benário e quebrou os equipamentos enquanto ocorria a atividade diária "Bom Dia presidente Lula". Depois, em atitude ostensiva, voltou para filmar os manifestantes.

A deputada federal Ana Perugini (PT-SP) e a deputada estadual de São Paulo Marcia Lia (PT) testemunharam o ataque. Um boletim de ocorrência criminal foi registrado na 4ª Delegacia de Polícia de Curitiba

“Em que pese o apoio e solidariedade com que contam, em Curitiba, a Vigília Lula Livre, o acampamento Marisa Leticia e os diferentes espaços em defesa da democracia e da liberdade de Lula, há incidentes e manifestações esporádicas de ódio contra nossos espaços e militantes. Seguimos cobrando das autoridades proteção aos nossos espaços e medidas contra provocadores e fascistas”, diz, em nota, a organização da vigília.

"Atos de violência ou intolerância não irão nos calar", afirma ainda. Os manifestantes lembram que este é o segundo ataque contra a vigília envolvendo a Polícia Federal ou membros da instituição, quase um mês depois de serem agredidos com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo na chegada de Lula ao prédio da Superintendência, onde está preso. 

O movimento ressalta estar ocupando as ruas “legalmente e cumprindo todas as cláusulas do acordo firmado com as autoridades para garantir o direito constitucional à livre manifestação”. A vigília reafirma esperar o cumprimento por parte das autoridades do compromisso de garantir a segurança e a pronta investigação de ataques verbais e físicos. "Daqui só sairemos com a liberdade de Lula”, prometem os militantes.

“Nada irrita mais os ignorantes, os que não querem o jogo político baseado na disputa de ideias, os que não têm outra narrativa a não ser o ódio, do que ver nossas manifestações organizadas e firmes, a ponto de alcançar 30 dias de luta”, afirma a nota.

Em carta ao movimento sindical, Lula agradeceu o apoio que vem recebendo e principalmente o ato unificado em Curitiba, no dia 1º de Maio.

“Quero agradecer do fundo do coração as centrais sindicais que fizeram esse 1º de maio unificado em Curitiba: a CUT, a Força Sindical, a CTB, a NCST, a UGT, a CSB e a Intersindical. Obrigado também a todas as entidades, amigos e famílias de Curitiba ou que vieram para cá deixar seu carinho”, escreveu.

Ele agradeceu também as manifestações que têm sido realizadas em vários locais do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e outras, além  de atos em outras cidades do mundo, como Buenos Aires, Florença, Paris, Santiago, Lisboa.