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Em São Bernardo

Não temos outro caminho a não ser resistir, diz vice da CUT

Expectativa é de que o ex-presidente Lula se manifeste na tarde de hoje, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Segundo lideranças, que se reuniram hoje, limite da resistência será dado por ele
por Redação RBA publicado 06/04/2018 14h25, última modificação 06/04/2018 14h52
Expectativa é de que o ex-presidente Lula se manifeste na tarde de hoje, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Segundo lideranças, que se reuniram hoje, limite da resistência será dado por ele
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lula

Políticos e integrantes das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo se reuniram na sede dos metalúrgicos

São Paulo – O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, deverá ter um ato por volta das 16h, enquanto segue a expectativa por um pronunciamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente em relação à sua permanência na entidade. Às 17h, termina o prazo fixado pelo juiz Sérgio Moro para que Lula se apresente. As informações em relação a essa decisão são imprecisas, embora a maior parte dos relatos dê conta que o ex-presidente não irá a Curitiba. Os líderes dos movimentos afirmam que a medida dessa resistência será dada pelo próprio ex-presidente.

Na manhã desta sexta-feira (6), representantes das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo se reuniram na sede dos metalúrgicos para discutir os próximos passos – e decidiram que a vigília vai continuar. "Vamos ficar ao lado de Lula, seja qual for a decisão final dele", disse o presidente da CUT, Vagner Freitas.

"Acho que não temos outro caminho a não ser a resistência", afirmou no início da tarde a vice-presidenta da CUT, Carmen Foro, que chegou na manhã desta sexta ao ABC, vinda de Brasília. "Vamos resistir até o máximo que puder. Nossa morada é em São Bernardo."

Ela destacou a realização de diversas atividades pelo país, com fechamento de estradas e manifestações nas capitais e cidades médias, em protesto contra a decretação da prisão de Lula. "Nós não podemos, não devemos aceitar." Carmen reafirmou que a posição pública do PT e dos movimentos sociais é de apoio ao direito de Lula ser candidato à presidência da República.

O ex-presidente passou a noite no sindicato, que comandou de 1975 a 1981 e que sofreu intervenção da ditadura em 1980, quando ele mesmo foi preso com base na Lei de Segurança Nacional. Por volta das 3h, foi à janela do segundo andar saudar os manifestantes do lado de fora. No saguão, Lula foi abraçado por simpatizantes que se concentraram ali durante toda a noite.

O movimento foi intenso durante toda a noite e na manhã de hoje. Pessoas do meio artístico como Anna Muylaert, Tata Amaral, Ailton Graça, Celso Frateschi, entre outros, estiveram no sindicato. O ex-presidente recebeu telefonemas da cantora Ana Cañas e do cantor e compositor Chico Buarque. Dirigentes sindicais de outras centrais também foram a São Bernardo, como os secretários-gerais da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, e da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio.