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Mulheres marcam primeiro dia do Fórum Social Mundial com debates sobre direitos

Durante o evento, foram discutidas as diversas formas de violência e desigualdade sofridas pelas mulheres, além dos impactos das reformas de Temer
por Redação RBA publicado 14/03/2018 14h11, última modificação 14/03/2018 15h06
Durante o evento, foram discutidas as diversas formas de violência e desigualdade sofridas pelas mulheres, além dos impactos das reformas de Temer
TVT/REPRODUÇÃO
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Oficina foi realizada em um dos principais espaços do evento: a Tenda do Futuro

São Paulo – O debate "Mulheres, Democracia e Direitos" foi uma das principais atividades do primeiro dia do Fórum Social Mundial, nesta quarta-feira (13), em Salvador. A oficina foi realizada em um dos principais espaços do evento: a Tenda do Futuro, que contou com a participação de representantes de movimentos sociais nacionais e internacionais.

Durante o evento foram discutidas as diversas formas de violência e desigualdade sofridas pelas mulheres, além dos impactos das reformas propostas pelo governo de Michel Temer. De acordo com os participantes do debate, o momento é de analisar e traçar estratégias para resistir e combater a retirada de direitos. "Com esse governo golpista, estamos vivendo um retrocesso nas políticas públicas para as mulheres. Esse momento é de enfrentamento para fazer uma discussão e tentar combater isso", disse a dirigente sindical Márcia Novais, em entrevista à repórter Priscila Chagas, da TVT.

"Todos os retrocessos que estão acontecendo em nível nacional e internacional, demonstram claramente que nós vivemos num país que não tem democracia, assim os negros e as negras são os mais prejudicados. Em qualquer escala de pesquisa, seja no mundo do trabalho ou políticas sociais, os negros em último lugar. Se é no mercado de trabalho, ocupam os lugares mais degradantes, a nível de salário nem se fala. Portanto, é vital esse debate", acrescenta a vice-presidenta da CUT, Carmen Foro.

O Fórum vai até o próximo domingo (17). O evento tem como território principal o Campus de Ondina, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), além de outros locais da capital baiana, como o Parque do Abaeté, em Itapuã, e o Parque São Bartolomeu, no Subúrbio Ferroviário da cidade. Segundo os organizadores, são esperadas cerca de 60 mil pessoas, de 120 países, 

Com mais de 1.500 coletivos, organizações e entidades cadastradas, e em torno de 1.300 atividades autogestionadas inscritas, o Fórum Social Mundial reúne representantes de entidades de países como Canadá, Marrocos, Finlândia, França, Alemanha, Tunísia, Guiné, Senegal, além de países sul-americanos e representações nacionais. 

Assista à reportagem do Seu Jornal, da TVT: